PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, de 60 anos, com história de hipertensão arterial sistêmica e fibrilação atrial crônica, (portadora de marca passo), deu entrada no Pronto Socorro com dor súbita e intensa em membro inferior direito com início há 06 horas. Ao exame físico: regular estado geral e membro inferior direito pálido, frio, pulsos periféricos ausentes, cianose atingindo todo o pé e ausência de edema. No membro contralateral, pulsos presentes e normopalpáveis. O quadro descrito trata-se de:
Oclusão arterial aguda em paciente com FA e início súbito → alta suspeita de etiologia embólica.
A oclusão arterial aguda embólica é caracterizada por um início súbito de dor intensa e sinais de isquemia (palidez, frialdade, ausência de pulsos) em um membro previamente assintomático. A presença de fibrilação atrial é um forte fator de risco para embolia, mesmo com marca-passo. A trombose arterial aguda geralmente ocorre em artérias previamente doentes (aterosclerose) e pode ter um início mais insidioso.
A oclusão arterial aguda (OAA) é uma emergência vascular que requer diagnóstico e tratamento rápidos. As duas principais etiologias são a embolia e a trombose. A embolia arterial, como no caso descrito, é caracterizada por um início súbito de dor intensa e sinais de isquemia em um membro previamente sem sintomas vasculares. A fibrilação atrial é a causa mais comum de embolia cardíaca para a circulação periférica. A trombose arterial aguda, por outro lado, geralmente ocorre em artérias já comprometidas por aterosclerose, e o paciente pode ter história de claudicação intermitente. O início pode ser mais insidioso. A diferenciação é crucial, pois a conduta pode variar, embora a revascularização de emergência seja a prioridade em ambos os casos de isquemia grave. O diagnóstico é primariamente clínico, com os "6 Ps" (pain, pallor, paresthesia, paralysis, poikilothermia, pulselessness). A presença de FA e o início súbito favorecem a embolia. Exames complementares como ultrassom Doppler ou angiotomografia podem auxiliar, mas não devem atrasar a decisão terapêutica. O tratamento envolve a revascularização imediata, seja por embolectomia cirúrgica (Fogarty) ou trombectomia, ou em casos selecionados, trombólise.
A oclusão embólica tem início súbito, geralmente em membro previamente assintomático, e frequentemente associada a fontes cardíacas (como FA). A trombótica tem início mais gradual, ocorre em artérias com doença aterosclerótica prévia e pode ter história de claudicação.
Na fibrilação atrial, a estase sanguínea nos átrios pode levar à formação de trombos, que podem se desprender e embolizar para a circulação sistêmica, causando oclusões arteriais agudas em diversos locais, incluindo os membros.
O tempo de isquemia é crítico para a viabilidade do membro. Isquemia prolongada (geralmente > 6 horas) aumenta o risco de dano irreversível, necrose tecidual e amputação, tornando a revascularização de emergência imperativa.
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