Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2023
A oclusão de artéria retiniana:
Oclusão de artéria retiniana → marcador de lesão de pequenos vasos e ↑ risco de evento cerebral.
A oclusão da artéria retiniana é uma manifestação de doença microvascular sistêmica, refletindo a saúde dos pequenos vasos e indicando um risco aumentado para eventos cerebrovasculares, como o AVC, exigindo investigação e manejo dos fatores de risco.
A oclusão de artéria retiniana (OAR) é uma emergência oftalmológica caracterizada pela perda súbita e indolor da visão em um olho, devido à interrupção do fluxo sanguíneo para a retina. Embora seja uma manifestação ocular, a OAR é amplamente reconhecida como um sinal de doença sistêmica subjacente, especialmente aterosclerose e doença de pequenos vasos, e serve como um importante marcador de risco cardiovascular e cerebrovascular. Sua ocorrência deve alertar o clínico para uma investigação aprofundada de fatores de risco sistêmicos. A fisiopatologia da OAR envolve a formação de êmbolos (geralmente de origem carotídea ou cardíaca) ou trombose in situ, levando à isquemia retiniana. O diagnóstico é clínico, baseado na história e no exame fundoscópico. A importância da OAR transcende o olho, pois pacientes com OAR têm um risco significativamente maior de desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico nos meses e anos seguintes ao evento ocular, comparado à população geral. Isso se deve à partilha de fatores de risco e mecanismos fisiopatológicos entre a vasculatura retiniana e cerebral. O manejo da OAR, além das tentativas de restaurar a visão aguda, deve focar na prevenção secundária de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. Isso inclui o controle rigoroso da hipertensão, diabetes, dislipidemia, cessação do tabagismo e, em alguns casos, terapia antiplaquetária ou anticoagulação, dependendo da etiologia identificada. A investigação etiológica deve incluir exames como ultrassonografia de carótidas, ecocardiograma e monitorização cardíaca para fibrilação atrial, visando identificar a fonte embólica e mitigar o risco de futuros eventos sistêmicos.
A oclusão de artéria retiniana é um forte marcador de lesão de pequenos vasos sistêmica, o que aumenta significativamente o risco de um paciente desenvolver um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.
Os fatores de risco incluem hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, doenças cardíacas (como fibrilação atrial) e outras condições que afetam a saúde vascular.
O diagnóstico é feito principalmente por meio de exame oftalmológico, incluindo fundoscopia, que revela oclusão do vaso, edema retiniano e, em casos agudos, a "mancha cereja" na mácula.
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