Oclusão Artéria Central Retina: Diagnóstico e Trombólise

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Homem de 55 anos com histórico de hipertensão crônica se apresenta à sala de urgência com quadro de perda súbita da visão do olho esquerdo há menos de uma hora. À fundoscopia, observa-se edema pálido da retina que poupa a região macular, a qual revela uma coloração típica de mácula em cereja. Qual o tratamento mais adequado?

Alternativas

  1. A) Corticoterapia.
  2. B) Trombólise intra-arterial.
  3. C) Timolol tópico.
  4. D) Fotocoagulação.

Pérola Clínica

Perda súbita de visão + mácula em cereja = Oclusão Artéria Central da Retina (OACR) → Trombólise intra-arterial.

Resumo-Chave

O quadro clínico de perda súbita e indolor da visão, associado à fundoscopia com edema pálido da retina e mácula em cereja, é clássico da Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR). A trombólise intra-arterial é o tratamento mais promissor se realizada precocemente, dentro da janela terapêutica.

Contexto Educacional

A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) é uma emergência oftalmológica que causa perda súbita e indolor da visão em um olho, sendo uma das principais causas de cegueira monocular aguda. Geralmente, está associada a fatores de risco cardiovasculares como hipertensão, diabetes, dislipidemia e doenças cardíacas, que predispõem à formação de êmbolos. A fisiopatologia envolve a oclusão da artéria central da retina, levando à isquemia e infarto da camada interna da retina. O diagnóstico é clínico e fundoscópico. O paciente relata perda visual abrupta. Ao exame de fundo de olho, os achados clássicos incluem edema pálido da retina (devido ao infarto das células ganglionares) que poupa a região macular, e o sinal da "mácula em cereja", que é a coloração avermelhada da fóvea contrastando com a retina isquêmica circundante. A angiografia fluoresceínica pode confirmar o diagnóstico ao mostrar um retardo ou ausência de enchimento arterial. O tratamento da OACR é desafiador e o prognóstico visual é geralmente ruim se não houver reperfusão rápida. A trombólise intra-arterial, se realizada dentro de uma janela terapêutica estreita (idealmente < 6 horas), é a intervenção com maior potencial para restaurar o fluxo sanguíneo e preservar a visão. Outras medidas, como massagem ocular, paracentese da câmara anterior e uso de vasodilatadores, são menos eficazes. Para residentes, é crucial reconhecer rapidamente o quadro e encaminhar o paciente para avaliação oftalmológica de emergência, pois o tempo é visão.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Oclusão da Artéria Central da Retina?

A OACR se manifesta com perda súbita, indolor e profunda da visão em um olho. À fundoscopia, observa-se edema pálido da retina, especialmente na periferia, e o sinal patognomônico da mácula em cereja.

Por que a mácula em cereja ocorre na OACR?

A mácula em cereja ocorre porque a mácula, que é a área de maior acuidade visual, possui uma vascularização própria (fóvea avascular) que a torna mais resistente à isquemia, contrastando com a retina pálida e edemaciada ao redor, criando um aspecto avermelhado central.

Qual o tratamento de emergência para OACR?

O tratamento mais promissor para OACR, especialmente se realizado dentro de poucas horas do início dos sintomas, é a trombólise intra-arterial. Outras medidas incluem massagem ocular e redução da pressão intraocular, mas com menor eficácia.

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