CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Paciente de 55 anos de idade, com baixa visual súbita no olho direito, há duas horas, é diagnosticado com oclusão da artéria central da retina com edema das camadas internas da mácula, sem êmbolo visível ao exame de fundo de olho. Qual a melhor conduta neste momento, entre as abaixo?
OACR = Emergência sistêmica (equivalente a AVC) → Investigação cardiovascular de urgência imediata.
A oclusão da artéria central da retina é um marcador de risco iminente para AVC e eventos cardíacos; a prioridade é a investigação etiológica sistêmica urgente.
A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) é uma emergência oftalmológica e médica. Fisiopatologicamente, ocorre a interrupção do fluxo sanguíneo para a retina, levando à morte celular rápida das camadas internas. A ausência de êmbolo visível não exclui a etiologia embólica, sendo as placas de ateroma carotídeo e fontes cardíacas as causas mais comuns em pacientes acima de 50 anos. A conduta moderna preconiza que esses pacientes sejam avaliados em centros de AVC, dada a alta morbidade sistêmica associada.
A oclusão da artéria central da retina (OACR) é considerada um equivalente ao Acidente Vascular Cerebral (AVC). Pacientes com OACR apresentam um risco significativamente aumentado de sofrerem um AVC isquêmico cerebral ou infarto agudo do miocárdio nos dias subsequentes ao evento ocular. Portanto, a investigação de fontes embólicas (carótidas e coração) e fatores de risco vasculares deve ser iniciada imediatamente em ambiente hospitalar de urgência.
Os achados típicos incluem edema esbranquiçado das camadas internas da retina (devido à isquemia), estreitamento arteriolar e a clássica mancha vermelho-cereja na fóvea. A mancha ocorre porque a fóvea é suprida pela coriocapilar, mantendo sua cor avermelhada contrastando com a retina pálida e edemaciada ao redor.
Infelizmente, não há um tratamento padrão-ouro que recupere a visão de forma consistente após 90-120 minutos de isquemia. Tentativas como massagem ocular, paracentese da câmara anterior e uso de hipotensores oculares visam deslocar o êmbolo, mas têm eficácia limitada. O foco principal deve ser a prevenção de novos eventos isquêmicos sistêmicos.
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