CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018
Sobre a imagem, podemos afirmar:
Oclusão de artéria central + ilha de retina funcional = Artéria ciliorretiniana patente.
A artéria ciliorretiniana, presente em cerca de 15-30% da população, provém da circulação ciliar e pode preservar a visão central em oclusões da artéria central da retina.
A oclusão da artéria central da retina (OACR) resulta em isquemia profunda das camadas internas da retina. A palidez observada no fundo de olho é decorrente do edema intracelular e interrupção do transporte axoplasmático. A presença de uma artéria ciliorretiniana patente é um fator prognóstico crucial; se ela irrigar a região foveal, o paciente pode manter uma acuidade visual central excelente (20/20), apesar da perda quase total do campo visual periférico. Este fenômeno anatômico explica por que alguns pacientes com oclusão total da artéria central mantêm visão central preservada. O diagnóstico diferencial inclui a oclusão de ramo arterial e a neuropatia óptica isquêmica.
A artéria ciliorretiniana é uma variante anatômica comum, presente em aproximadamente 15% a 30% dos indivíduos. Diferente da maioria dos vasos da retina, que derivam da artéria central da retina (ramo da artéria oftálmica), a ciliorretiniana deriva da circulação ciliar posterior (coroide). Ela emerge da borda do disco óptico e segue em direção à mácula, sendo responsável pela irrigação dessa área nobre em quem a possui.
O quadro clássico de OACR apresenta perda visual súbita e indolor. No exame de fundo de olho, observa-se edema e palidez isquêmica generalizada da retina (aspecto leitoso) e a característica 'mancha vermelho-cereja' na fóvea. A mancha ocorre porque a fóvea é muito fina e permite visualizar a coroide vascularizada subjacente, contrastando com a retina pálida ao redor. Se houver uma artéria ciliorretiniana, uma ilha de retina entre o disco e a mácula permanecerá rosada e funcional.
A OACR é uma emergência oftalmológica análoga ao AVC. O tratamento deve ser tentado nas primeiras horas e inclui manobras para tentar deslocar o êmbolo, como massagem ocular digital, paracentese da câmara anterior para reduzir a pressão intraocular e uso de hipotensores oculares. Além disso, é mandatória uma investigação sistêmica urgente para identificar fontes emboligênicas (carótidas e coração) para prevenir eventos isquêmicos cerebrais.
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