CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
O aspecto oftalmológico de “mácula em cereja” é um achado comum em pacientes que apresentam:
Mácula em cereja + palidez retiniana súbita = Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR).
A mácula em cereja ocorre porque a fóvea é fina e permite a visualização da coroide vascularizada, contrastando com a retina isquêmica e edemaciada ao redor.
A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) é uma catástrofe vascular ocular. A retina possui um metabolismo altíssimo e tolera pouco tempo de isquemia total antes de sofrer dano irreversível. O sinal da mácula em cereja é patognomônico da fase aguda. O manejo inicial tenta reduzir a pressão intraocular (massagem ocular, paracentese, acetazolamida) para tentar deslocar o êmbolo, mas a eficácia é limitada. A prioridade clínica é a investigação sistêmica para evitar um Acidente Vascular Cerebral (AVC) iminente.
Na OACR, a interrupção do fluxo sanguíneo causa edema e opacificação das camadas internas da retina, que ficam esbranquiçadas. Como a fóvea não possui essas camadas internas (é composta apenas por fotorreceptores), ela permanece transparente, permitindo que a cor vermelha da coroide subjacente brilhe através dela, criando o contraste 'cereja'.
O paciente apresenta perda visual súbita, indolor e severa (geralmente conta dedos ou percepção de luz). É considerada uma emergência médica equivalente ao AVC, exigindo investigação imediata de fontes emboligênicas, como carótidas e coração, para prevenir eventos isquêmicos cerebrais futuros.
Sim, além da OACR, pode ser vista em doenças de depósito lisossômico (como Tay-Sachs e Niemann-Pick), onde o acúmulo de lipídios nas células ganglionares da retina causa a palidez perifoveal, e em traumas oculares graves (edema de Berlin/comotio retinae).
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