Oclusão da Artéria Central da Retina: Mácula em Cereja

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006

Enunciado

O aspecto oftalmológico de “mácula em cereja” é um achado comum em pacientes que apresentam:

Alternativas

  1. A) Oclusão da artéria central da retina
  2. B) Oclusão de veia central da retina
  3. C) Buraco macular
  4. D) Retinopatia de Purtcher

Pérola Clínica

Mácula em cereja + palidez retiniana súbita = Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR).

Resumo-Chave

A mácula em cereja ocorre porque a fóvea é fina e permite a visualização da coroide vascularizada, contrastando com a retina isquêmica e edemaciada ao redor.

Contexto Educacional

A Oclusão da Artéria Central da Retina (OACR) é uma catástrofe vascular ocular. A retina possui um metabolismo altíssimo e tolera pouco tempo de isquemia total antes de sofrer dano irreversível. O sinal da mácula em cereja é patognomônico da fase aguda. O manejo inicial tenta reduzir a pressão intraocular (massagem ocular, paracentese, acetazolamida) para tentar deslocar o êmbolo, mas a eficácia é limitada. A prioridade clínica é a investigação sistêmica para evitar um Acidente Vascular Cerebral (AVC) iminente.

Perguntas Frequentes

Por que ocorre o aspecto de mácula em cereja?

Na OACR, a interrupção do fluxo sanguíneo causa edema e opacificação das camadas internas da retina, que ficam esbranquiçadas. Como a fóvea não possui essas camadas internas (é composta apenas por fotorreceptores), ela permanece transparente, permitindo que a cor vermelha da coroide subjacente brilhe através dela, criando o contraste 'cereja'.

Quais os sintomas da Oclusão da Artéria Central da Retina?

O paciente apresenta perda visual súbita, indolor e severa (geralmente conta dedos ou percepção de luz). É considerada uma emergência médica equivalente ao AVC, exigindo investigação imediata de fontes emboligênicas, como carótidas e coração, para prevenir eventos isquêmicos cerebrais futuros.

Existem outras causas para mácula em cereja?

Sim, além da OACR, pode ser vista em doenças de depósito lisossômico (como Tay-Sachs e Niemann-Pick), onde o acúmulo de lipídios nas células ganglionares da retina causa a palidez perifoveal, e em traumas oculares graves (edema de Berlin/comotio retinae).

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