Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Quanto ao uso de ocitocina no trabalho de parto, é correto afirmar que:
Ocitocina no TP → Usar para hipoatividade uterina e parada de progressão, com monitoramento rigoroso.
A ocitocina é um potente uterotônico, mas seu uso deve ser criterioso. É indicada principalmente para corrigir a dinâmica uterina ineficaz que leva à parada de progressão do trabalho de parto, sempre com monitoramento contínuo da mãe e do feto para evitar hiperestimulação.
A ocitocina é um hormônio sintético amplamente utilizado na obstetrícia para indução e aceleração do trabalho de parto, bem como para prevenção e tratamento da hemorragia pós-parto. Sua aplicação é crucial para otimizar a progressão do parto, mas exige conhecimento aprofundado para garantir a segurança materno-fetal. A compreensão de suas indicações e contraindicações é fundamental para a prática clínica. A ocitocina atua nos receptores miometriais, aumentando a frequência e intensidade das contrações uterinas. Seu uso é restrito a situações específicas, como a correção de uma dinâmica uterina inadequada (hipoatividade) que impede a progressão do trabalho de parto. O diagnóstico de parada de progressão deve ser bem estabelecido antes de iniciar a infusão, e a dose deve ser titulada cuidadosamente para evitar hiperestimulação. O manejo da ocitocina requer monitoramento contínuo da frequência cardíaca fetal e da atividade uterina. Complicações como taquissistolia (mais de 5 contrações em 10 minutos) ou hipersistolia (contração prolongada) podem levar a sofrimento fetal e devem ser prontamente identificadas e manejadas, muitas vezes com a redução ou interrupção da infusão. O objetivo é alcançar uma dinâmica uterina eficaz sem comprometer o bem-estar fetal.
A ocitocina é indicada principalmente para indução do trabalho de parto em gestações a termo com indicação médica e para aceleração do trabalho de parto em casos de dinâmica uterina ineficaz (hipoatividade uterina) que resultam em parada de progressão.
O monitoramento é essencial para detectar precocemente sinais de hiperestimulação uterina (taquissistolia, hipersistolia) e sofrimento fetal, como alterações na frequência cardíaca fetal, permitindo ajustes na dose ou interrupção da infusão para prevenir complicações graves.
Os riscos incluem hiperestimulação uterina, taquissistolia, sofrimento fetal, ruptura uterina (especialmente em multíparas ou com cicatriz uterina prévia), descolamento prematuro de placenta e hiponatremia materna em doses muito elevadas.
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