HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2024
Gestante de risco habitual, 38 semanas, deseja elaborar o seu plano de parto. Em relação à assistência ao parto humanizado e seguro para essa gestante, conforme a FEBRASGO, assinale a alternativa correta.
Ocitocina excessiva/prolongada → dessensibilização receptores uterinos → ↑ risco de atonia uterina e hemorragia pós-parto.
O uso de ocitocina no trabalho de parto deve ser monitorado e evitado em excesso, pois a exposição prolongada pode levar à dessensibilização dos receptores uterinos, aumentando o risco de atonia uterina e, consequentemente, de hemorragia pós-parto. As demais alternativas apresentam informações incorretas ou incompletas sobre as práticas recomendadas para um parto humanizado e seguro, como o clampeamento tardio do cordão, o contato pele a pele e a restrição da episiotomia.
A assistência ao parto humanizado e seguro preconiza práticas baseadas em evidências para otimizar os desfechos maternos e neonatais. A ocitocina é uma medicação fundamental na obstetrícia, utilizada para indução e condução do trabalho de parto e prevenção da hemorragia pós-parto. No entanto, seu uso deve ser criterioso. O uso excessivo ou prolongado de ocitocina durante o trabalho de parto pode levar à taquissistolia uterina, sofrimento fetal e, mais criticamente, à dessensibilização dos receptores de ocitocina no miométrio. Essa dessensibilização aumenta significativamente o risco de atonia uterina no pós-parto, a principal causa de hemorragia pós-parto (HPP), uma das maiores causas de morbimortalidade materna. Outras práticas importantes incluem o clampeamento tardio do cordão umbilical (após 1 a 3 minutos ou cessar as pulsações) em recém-nascidos vigorosos, para promover a transfusão placentária e melhorar os estoques de ferro do bebê. O contato pele a pele imediato favorece o vínculo, a amamentação e a estabilidade térmica neonatal. A episiotomia, por sua vez, não deve ser rotineira, sendo indicada apenas em situações específicas para evitar lacerações graves ou facilitar o parto, pois seu uso indiscriminado aumenta o risco de trauma perineal.
O uso prolongado ou excessivo de ocitocina pode levar à taquissistolia uterina, sofrimento fetal e, mais importante, à dessensibilização dos receptores de ocitocina no útero, aumentando o risco de atonia uterina e hemorragia pós-parto.
Em recém-nascidos vigorosos, o clampeamento tardio do cordão umbilical (após 1 a 3 minutos ou até cessarem as pulsações) é recomendado para permitir a transfusão placentária, o que melhora os níveis de hemoglobina e os estoques de ferro do bebê.
Não, a episiotomia não deve ser realizada de forma rotineira. As diretrizes atuais recomendam seu uso restritivo, apenas quando houver indicação clínica específica, pois sua prática rotineira aumenta o risco de lacerações perineais graves e outras complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo