CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
A fotografia abaixo foi tirada 15 minutos após a instilação de colírio de fluoresceína no olho. Assinale a alternativa correta:
Fluoresceína residual após 5 min → obstrução presente, mas local anatômico indefinido.
O teste de desaparecimento da fluoresceína avalia a patência funcional do sistema de drenagem; a retenção do corante confirma a falha na excreção, mas não distingue entre obstrução alta ou baixa.
A avaliação da epífora (lacrimejamento excessivo) começa com a distinção entre hipersecreção e falha na drenagem. O teste de desaparecimento da fluoresceína é uma ferramenta inicial valiosa na prática clínica oftalmológica por ser não invasiva e rápida. Em condições normais, o corante deve ser drenado em poucos minutos; a estase do pigmento sugere patologia. Na prática de residência, é crucial entender que a propedêutica lacrimal segue uma hierarquia: inspeção (posição dos pontos), testes funcionais (fluoresceína) e testes anatômicos/irrigação. O domínio desses conceitos permite ao médico diferenciar casos que necessitam de conduta conservadora daqueles com indicação cirúrgica, como a dacriocistorrinostomia.
A permanência do corante no menisco lacrimal após o tempo padrão (geralmente 5 minutos, embora a questão mencione 15) indica uma falha no sistema de drenagem lacrimal. Isso pode ocorrer por uma obstrução anatômica em qualquer ponto, desde os pontos lacrimais até o ducto nasolacrimal, ou por uma falha funcional da bomba lacrimal (músculo orbicular). É um teste de alta sensibilidade para confirmar a queixa de epífora, mas de baixa especificidade anatômica, exigindo exames complementares como a dacriocistografia ou o teste de Jones para localização precisa.
O teste de desaparecimento da fluoresceína (Mones) observa apenas se o corante sai do olho. Já o teste de Jones I tenta recuperar esse corante no meato inferior do nariz após 5 minutos. Se o Jones I for positivo (corante recuperado), o sistema está patente. Se for negativo, prossegue-se para o Jones II, que envolve a irrigação da via lacrimal (siringagem) para determinar se a obstrução é parcial ou total e se o corante chegou ao saco lacrimal.
O teste é puramente observacional em relação ao fundo de saco conjuntival. Ele não fornece informações sobre a pressão necessária para a drenagem nem visualiza o trajeto do corante. Uma retenção pode ser causada por um ponto lacrimal estenosado (obstrução alta), um cálculo no canalículo, ou uma estenose no ducto nasolacrimal (obstrução baixa). Para diferenciar essas condições, o oftalmologista deve realizar a sondagem e a irrigação das vias lacrimais.
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