Obstruções Vias Aéreas Pediátricas: Agentes Etiológicos

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Correlacione os quadros clínicos abaixo de obstruções infecciosas das vias aéreas superiores com o seu principal agente etiológico.1. Criança de 6 meses com quadro de febre baixa aferida associada à tosse e coriza há 3 dias, evoluindo com rouquidão e estridor em repouso. Encontra-se com bom estado geral e sem desconforto respiratório.2. Criança de 4 anos, com história de febre (Tax de 39ºC), tosse e coriza há  4 dias, evoluindo com piora progressiva do estado geral e tosse ladrante. Chega ao serviço de emergência com desconforto respiratório moderado e presença de secreção purulenta ao exame de cavidade oral.3. Criança de 6 anos é levado ao serviço de emergência devido a sintomas de odinofagia importante e disfagia há menos de 24 horas, além de febre associada. Genitora refere salivação importante e hipoatividade.(  ) Haemophilus influenzae B (  ) Parainfluenza(  ) Staphylococcus aureusAssinale a alternativa que indica a correlação CORRETA.

Alternativas

  1. A) 2-3-1
  2. B) 1-2-3
  3. C) 3-1-2
  4. D) 3-2-1
  5. E) 2-1-3

Pérola Clínica

Croup = Parainfluenza; Traqueíte bacteriana = S. aureus; Epiglotite = H. influenzae B.

Resumo-Chave

A correlação entre quadros clínicos de obstrução de vias aéreas superiores em crianças e seus agentes etiológicos é crucial. Estridor e rouquidão em lactente com febre baixa sugerem laringotraqueíte viral (Parainfluenza). Tosse ladrante e piora progressiva em criança maior com febre alta e secreção purulenta indicam traqueíte bacteriana (S. aureus). Odinofagia, disfagia e salivação intensa com febre alta em criança maior apontam para epiglotite (H. influenzae B).

Contexto Educacional

As obstruções infecciosas das vias aéreas superiores em crianças representam um desafio diagnóstico e terapêutico na pediatria, dada a rápida progressão e o potencial de comprometimento respiratório grave. A epidemiologia varia conforme o agente, sendo os vírus (Parainfluenza) mais comuns para laringotraqueíte e bactérias (H. influenzae B, S. aureus) para epiglotite e traqueíte bacteriana, respectivamente. O reconhecimento precoce é vital para o manejo adequado. A fisiopatologia envolve a inflamação e edema das estruturas laríngeas e traqueais, levando à redução do lúmen e consequente estridor e desconforto respiratório. O diagnóstico diferencial é crucial e baseado na idade da criança, velocidade de progressão dos sintomas, tipo de tosse, presença de disfagia/odinofagia e estado geral. A suspeita clínica direciona a investigação e o manejo. O tratamento varia desde medidas de suporte para laringotraqueíte viral (corticoides, nebulização com adrenalina) até antibioticoterapia e, frequentemente, intubação orotraqueal em casos de epiglotite e traqueíte bacteriana, que são emergências. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição do tratamento adequado, com a vacinação contra H. influenzae B tendo reduzido drasticamente a incidência de epiglotite.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da laringotraqueíte viral (croup)?

O croup é caracterizado por febre baixa, tosse ladrante (tosse de cachorro), rouquidão e estridor inspiratório, que piora com o choro. Geralmente é autolimitado e causado pelo vírus Parainfluenza.

Como diferenciar epiglotite aguda de laringotraqueíte viral?

A epiglotite aguda apresenta início súbito, febre alta, odinofagia intensa, disfagia, salivação excessiva e postura de tripé, sem tosse ladrante. É uma emergência grave, enquanto o croup tem início mais gradual e tosse característica.

Qual o principal agente etiológico da traqueíte bacteriana e seus sintomas?

O principal agente é o Staphylococcus aureus. Os sintomas incluem febre alta, tosse produtiva com secreção purulenta, estridor e toxicidade sistêmica, muitas vezes após um quadro viral, sendo uma infecção grave que pode levar à obstrução das vias aéreas.

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