OVACE Pediátrica: Sinais Chave e Manejo na RCP Infantil

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023

Enunciado

A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) envolve um conjunto de medidas que visam a evitar ou reverter uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) por meio do suporte ventilatório e circulatório. As manobras de RCP estão indicadas na PCR e na bradicardia com sinais de hipoperfusão. Em casos de PCR na pediatria, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Deve-se suspeitar de obstrução de vias aéreas por corpo estranho quando houver aparecimento abrupto de estridor, tosse, cansaço e broncoespasmo na ausência de febre ou sintomas prodrômicos.
  2. B) A profundidade das compressões deve ser de 1/3 do diâmetro anteroposterior com profundidade de cerca de 10cm em crianças ou lactentes.
  3. C) A epinefrina pode ser usada na dose 0,01mg/kg (0,1mL/kg da solução 1:10.000) na criança com bradicardia sintomática que não responde com ventilação efetiva e suplementação de oxigênio, preferivelmente em via traqueal.
  4. D) Deve-se realizar as compressões abdominais (manobra de Heimlich) em pacientes de qualquer idade conscientes com obstrução das vias aéreas superiores, na região entre a cicatriz umbilical e apêndice xifoide.

Pérola Clínica

OVACE pediátrica: suspeitar com estridor abrupto, tosse, cansaço e broncoespasmo sem febre/pródromos.

Resumo-Chave

A obstrução de vias aéreas por corpo estranho em pediatria é uma causa importante de PCR e deve ser prontamente reconhecida. A ausência de febre ou sintomas prodrômicos diferencia de infecções respiratórias comuns, direcionando a conduta para desobstrução.

Contexto Educacional

A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) pediátrica é uma habilidade fundamental para qualquer profissional de saúde, dada a alta morbimortalidade associada à Parada Cardiorrespiratória (PCR) em crianças. Diferente dos adultos, a PCR pediátrica é frequentemente de origem respiratória ou hipóxica, tornando o reconhecimento e manejo precoce da obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) crucial. A identificação rápida de sinais como estridor abrupto, tosse e cansaço, sem pródromos febris, é vital para evitar a progressão para PCR. O manejo da PCR pediátrica inclui compressões torácicas de alta qualidade (1/3 do diâmetro anteroposterior, cerca de 4-5 cm) e ventilações. A epinefrina é o principal vasopressor, administrada na dose de 0,01 mg/kg IV/IO. Para OVACE, a manobra de Heimlich é indicada em crianças conscientes, enquanto compressões torácicas e golpes nas costas são usados em lactentes. É importante diferenciar a OVACE de outras causas de desconforto respiratório para aplicar a intervenção correta. Para residentes e estudantes, a compreensão das particularidades da RCP pediátrica, incluindo as doses de medicamentos e as técnicas de compressão e ventilação, é essencial para otimizar os resultados. A prática constante e o conhecimento das diretrizes atualizadas são indispensáveis, garantindo um atendimento eficaz e salvando vidas em situações críticas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para obstrução de vias aéreas por corpo estranho em crianças?

Os sinais incluem aparecimento abrupto de estridor, tosse, cansaço e broncoespasmo, frequentemente na ausência de febre ou sintomas prodrômicos.

Qual a dose e via preferencial da epinefrina na PCR pediátrica?

A dose é 0,01 mg/kg (0,1 mL/kg da solução 1:10.000) por via intravenosa ou intraóssea. A via traqueal é menos preferencial devido à absorção variável.

Qual a profundidade correta das compressões torácicas na RCP pediátrica?

A profundidade deve ser de 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax, o que corresponde a cerca de 4 cm para lactentes e 5 cm para crianças.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo