INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Um casal heterossexual de trinta anos de idade vem tentando engravidar, há mais de dois anos. Já foi realizado o espermograma do homem e este apresentou-se normal. A mulher tem ciclos regulares, inclusive com sintomas pré-menstruais. Na sua história pregressa, é digno de nota o tratamento de “infecção uterina”. Foi solicitada, então, histerossalpingografia, que revelou obstrução tubária bilateral, impossível de ser revertida. A respeito do caso, assinale a alternativa correta.
Obstrução tubária bilateral irreversível → Fertilização in vitro (FIV) é a primeira opção terapêutica.
A obstrução tubária bilateral impede o encontro do espermatozoide com o óvulo e a migração do embrião para o útero. Nesses casos, a fertilização in vitro (FIV) é a técnica de reprodução assistida mais indicada, pois contorna o problema tubário, realizando a fertilização e o desenvolvimento embrionário inicial fora do corpo.
A infertilidade é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem proteção para mulheres com menos de 35 anos, ou após 6 meses para mulheres com 35 anos ou mais. O fator tubário é uma das principais causas de infertilidade feminina, respondendo por cerca de 25-35% dos casos. A história de "infecção uterina" (provavelmente doença inflamatória pélvica) é um forte indicativo de dano tubário. A histerossalpingografia é o exame padrão-ouro para avaliar a permeabilidade tubária. A obstrução tubária bilateral irreversível significa que as tubas uterinas estão bloqueadas e não podem ser reparadas, impedindo a fertilização natural e a passagem do embrião. Nesses casos, técnicas de reprodução assistida são necessárias. A fertilização in vitro (FIV) é a opção terapêutica de escolha para a infertilidade por fator tubário bilateral irreversível. Ela envolve a estimulação ovariana, coleta de óvulos, fertilização em laboratório, cultura de embriões e transferência dos embriões para o útero. Outras técnicas como coito programado ou inseminação artificial não são eficazes, pois dependem da função tubária. O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) não é impositivo, mas pode ser considerado em casos específicos de risco genético.
A infertilidade por fator tubário ocorre quando há um bloqueio ou dano nas tubas uterinas, impedindo que o óvulo e o espermatozoide se encontrem ou que o embrião chegue ao útero.
A FIV é indicada porque ela contorna o problema das tubas uterinas. Os óvulos são coletados diretamente dos ovários, fertilizados com espermatozoides em laboratório, e os embriões resultantes são transferidos diretamente para o útero.
As causas mais comuns incluem doença inflamatória pélvica (DIP) devido a infecções sexualmente transmissíveis (como clamídia e gonorreia), endometriose, cirurgias abdominais prévias e aderências pélvicas.
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