Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023
Um homem de setenta anos de idade, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e tabagismo, foi atendido no pronto-socorro devido a vômitos incoercíveis iniciados havia um dia. Encontrava-se em mau estado geral, desidratado, com frequência cardíaca de 120 bpm e com pressão arterial de 80 mmHg x 60 mmHg. Seu abdome estava flácido e indolor, com distensão do epigastro. Foi passada uma sonda nasogástrica com débito inicial de 1.500 mL.Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o melhor exame para a determinação do diagnóstico etiológico desse paciente, após estabilização inicial.
Paciente com vômitos incoercíveis e distensão epigástrica com alto débito em SNG → suspeitar de obstrução de saída gástrica. EDA é o melhor exame após estabilização.
Apresentação clínica com vômitos incoercíveis e grande débito em sonda nasogástrica sugere fortemente uma obstrução de saída gástrica. Após a estabilização hemodinâmica do paciente, a endoscopia digestiva alta é o exame de escolha para identificar a causa etiológica, que pode variar de estenose pilórica por úlcera péptica a neoplasias.
A obstrução de saída gástrica é uma condição grave que pode levar a desidratação e desequilíbrios eletrolíticos significativos. É frequentemente causada por complicações de úlcera péptica (estenose pilórica), neoplasias gástricas ou duodenais, ou outras condições inflamatórias. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar morbidade e mortalidade. O diagnóstico baseia-se na história clínica de vômitos incoercíveis e achados de exame físico, como distensão epigástrica. A presença de um grande volume de resíduo gástrico após a passagem de uma sonda nasogástrica é altamente sugestiva. Após a estabilização inicial do paciente, a endoscopia digestiva alta é o método diagnóstico de escolha, pois permite a visualização direta da lesão, a coleta de biópsias e, em alguns casos, a intervenção terapêutica. O tratamento inicial envolve a estabilização do paciente, incluindo reposição volêmica e correção de eletrólitos, além da descompressão gástrica. O tratamento definitivo dependerá da etiologia subjacente, podendo variar de manejo clínico para úlceras a intervenções endoscópicas (dilatação) ou cirúrgicas para estenoses ou neoplasias. O prognóstico está diretamente relacionado à causa da obstrução e à rapidez do diagnóstico e tratamento.
Os principais sinais e sintomas incluem vômitos incoercíveis, geralmente de alimentos não digeridos, distensão epigástrica, saciedade precoce, perda de peso e, em casos graves, desidratação e desequilíbrio eletrolítico. A presença de grande volume em sonda nasogástrica é um achado chave.
A endoscopia digestiva alta permite a visualização direta da mucosa gástrica e duodenal, identificando a causa da obstrução (ex: úlcera, tumor, estenose). Além disso, possibilita a realização de biópsias para diagnóstico histopatológico e, em alguns casos, intervenções terapêuticas como dilatação.
A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva, correção de distúrbios eletrolíticos e descompressão gástrica com sonda nasogástrica. O diagnóstico etiológico deve ser postergado até que o paciente esteja estável.
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