CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2016
Assinale a alternativa que descreve recurso propedêutico prático na suspeita de obstrução lacrimal baixa em crianças com menos de 3 anos:
Suspeita de obstrução lacrimal < 3 anos → Teste de desaparecimento da fluoresceína com inspeção da orofaringe.
Em crianças pequenas, métodos não invasivos como a observação de corante na orofaringe são preferíveis à sondagem diagnóstica, que exige sedação.
A obstrução nasolacrimal congênita afeta até 20% dos recém-nascidos, embora a maioria resolva espontaneamente no primeiro ano. O diagnóstico diferencial inclui glaucoma congênito (que apresenta fotofobia e buftalmia) e conjuntivites neonatais. O teste de desaparecimento da fluoresceína (ou teste de Milder) é uma ferramenta fisiológica valiosa. Se o corante permanece no menisco lacrimal após 5 minutos, há uma obstrução funcional ou anatômica. A inspeção da orofaringe ou do nariz com cotonete (teste de Jones em adultos adaptado) confirma se o corante percorreu toda a via até o meato inferior.
Instila-se uma gota de fluoresceína a 2% no saco conjuntival de ambos os olhos. Após 5 minutos, observa-se a retenção do corante. Em crianças, a confirmação da patência da via é feita visualizando a fluoresceína na orofaringe com luz azul-cobalto, já que a criança deglute a lágrima drenada.
A causa mais comum é a imperfuração da porção distal do ducto nasolacrimal, especificamente na válvula de Hasner. Isso resulta em epífora (lacrimejamento) e secreção mucopurulenta crônica desde as primeiras semanas de vida.
A sondagem é indicada quando o tratamento conservador (massagem de Crigler) falha após os 6-12 meses de idade. Diferente dos testes propedêuticos de consultório, a sondagem é um procedimento terapêutico realizado sob sedação para romper a membrana obstrutiva no ducto nasolacrimal.
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