ENARE/ENAMED — Prova 2024
Qual das seguintes alternativas apresenta a maior causa de obstrução do intestino delgado?
Aderências pós-operatórias são a principal causa de obstrução do intestino delgado em países desenvolvidos.
A obstrução do intestino delgado (OID) é uma emergência cirúrgica comum. Em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia, as aderências pós-operatórias são, de longe, a causa mais frequente, superando hérnias, neoplasias e doenças inflamatórias intestinais.
A obstrução do intestino delgado (OID) é uma condição cirúrgica comum e potencialmente grave, que exige diagnóstico rápido e manejo adequado. Compreender suas causas é fundamental para a prática clínica. Em países desenvolvidos, a causa mais prevalente de OID são as aderências pós-operatórias, superando outras etiologias como hérnias e neoplasias. Isso se deve ao crescente número de procedimentos cirúrgicos abdominais, que podem levar à formação de bandas fibrosas que estrangulam ou torcem o intestino. A fisiopatologia da OID por aderências envolve a formação de tecido cicatricial após qualquer trauma peritoneal, como cirurgia, inflamação (ex: apendicite, doença inflamatória pélvica) ou radioterapia. Essas aderências podem criar pontos de fixação ou constrição, impedindo o trânsito normal do conteúdo intestinal. O diagnóstico é baseado na história clínica (dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos, distensão abdominal, parada de eliminação de flatos e fezes), exame físico e exames de imagem, como radiografias simples de abdome (níveis hidroaéreos, alças dilatadas) e tomografia computadorizada (TC) de abdome, que é o exame de escolha para confirmar a obstrução, identificar a causa e avaliar a presença de complicações como isquemia. O tratamento inicial da OID é conservador, com descompressão nasogástrica, hidratação venosa e correção de distúrbios eletrolíticos. No entanto, a falha do tratamento conservador, sinais de estrangulamento intestinal (febre, taquicardia, dor localizada, leucocitose, acidose metabólica) ou obstrução completa são indicações para intervenção cirúrgica. Para residentes, é crucial saber identificar os sinais de alarme que indicam a necessidade de cirurgia imediata para evitar complicações graves como necrose intestinal, perfuração e sepse, que aumentam significativamente a morbimortalidade.
As três principais causas de OID são: aderências pós-operatórias (a mais comum), hérnias (internas ou externas) e neoplasias (primárias ou metastáticas). Outras causas incluem doença de Crohn, intussuscepção e volvo.
As aderências são bandas de tecido fibroso que se formam após cirurgias abdominais, inflamação ou trauma. Elas podem constringir ou torcer o intestino, levando à obstrução mecânica. Com o aumento do número de cirurgias abdominais, a incidência de aderências como causa de OID também cresceu.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica (geralmente periumbilical), náuseas e vômitos (inicialmente biliosos, depois fecaloides), distensão abdominal e alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia inicial). A ausculta pode revelar ruídos hidroaéreos aumentados e de timbre metálico no início, e diminuídos ou ausentes em fases tardias.
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