PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
A causa mais comum de obstrução do intestino delgado é
Causa mais comum de obstrução do intestino delgado = aderências pós-operatórias.
As aderências pós-operatórias são a causa mais frequente de obstrução do intestino delgado, especialmente em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia. Elas podem formar-se após qualquer procedimento cirúrgico e causar estrangulamento ou torção das alças intestinais, impedindo o trânsito.
A obstrução do intestino delgado é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada pela interrupção do fluxo de conteúdo intestinal. É uma condição que exige diagnóstico rápido e manejo adequado para prevenir complicações graves como isquemia, necrose e perfuração intestinal, sendo um tema frequente em provas de residência e na prática clínica. A principal causa de obstrução do intestino delgado são as aderências pós-operatórias, responsáveis por cerca de 60-70% dos casos. Outras causas incluem hérnias encarceradas (especialmente em pacientes sem cirurgia prévia), tumores (primários ou metastáticos), Doença de Crohn e volvo. A história de cirurgia abdominal prévia é um forte preditor de obstrução por aderências, sendo um dado crucial na anamnese. O diagnóstico é baseado na clínica (dor abdominal, vômitos, distensão, parada de eliminação de gases/fezes) e exames de imagem, como radiografias abdominais (níveis hidroaéreos, dilatação de alças) e tomografia computadorizada (ponto de transição, edema de parede). O tratamento pode ser conservador inicialmente, mas a cirurgia é frequentemente necessária, especialmente em casos de estrangulamento ou falha do tratamento não operatório.
Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos (inicialmente biliosos, depois fecaloides), distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes, formando o quadro de abdômen agudo obstrutivo.
As aderências são bandas fibrosas que se formam entre as alças intestinais ou entre o intestino e a parede abdominal após cirurgia, podendo causar torção, angulação ou estrangulamento das alças, impedindo o trânsito intestinal.
Inicialmente, o tratamento costuma ser conservador (jejum, sonda nasogástrica, hidratação). A cirurgia é indicada se houver sinais de estrangulamento, isquemia, falha do tratamento conservador ou obstruções recorrentes, para lise das aderências.
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