Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021
Analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. I. Implantes peritoniais metastáticos. lI. Aderências (cirurgias anteriores). IlI. Hérnias. IV. Doença de Crohn. Considera-se etiologias mais frequentes de obstrução do intestino delgado o contido nos itens:
Obstrução do intestino delgado: Aderências, hérnias e implantes metastáticos são as causas mais frequentes.
As aderências pós-cirúrgicas, hérnias (especialmente as encarceradas) e implantes metastáticos peritoneais são as etiologias mais comuns de obstrução do intestino delgado. A Doença de Crohn, embora possa causar obstrução, é menos frequente que as três primeiras.
A obstrução do intestino delgado é uma condição cirúrgica comum e potencialmente grave, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal. Compreender suas etiologias mais frequentes é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em cenários de emergência. As aderências pós-cirúrgicas, hérnias (internas ou externas) e implantes metastáticos peritoneais representam a vasta maioria dos casos, sendo as aderências a causa mais comum em pacientes com histórico de cirurgia abdominal. A fisiopatologia da obstrução envolve o acúmulo de líquidos e gases a montante do ponto de obstrução, levando à distensão, dor e vômitos. A isquemia e necrose intestinal são complicações temidas, especialmente em obstruções por hérnias encarceradas ou volvo. O diagnóstico é clínico, com base nos sintomas e exame físico, e confirmado por exames de imagem, como a radiografia simples de abdome e, principalmente, a tomografia computadorizada, que pode identificar a causa e o local da obstrução. O tratamento inicial é conservador na maioria dos casos de obstrução parcial ou por aderências, com descompressão gástrica e hidratação. No entanto, a presença de sinais de estrangulamento, isquemia ou obstrução completa persistente geralmente indica a necessidade de intervenção cirúrgica de emergência. A Doença de Crohn, embora possa causar obstrução por estenoses, é uma causa menos prevalente que as três principais, e seu manejo pode envolver tanto tratamento clínico quanto cirúrgico, dependendo da gravidade e da resposta à terapia.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos (que podem ser biliares ou fecaloides em obstruções mais distais) e alteração do hábito intestinal, como obstipação ou ausência de flatos e fezes.
Na obstrução parcial, o paciente ainda pode eliminar gases e fezes, embora em menor quantidade. Na obstrução completa, há parada total da eliminação de gases e fezes. O diagnóstico diferencial é crucial para o manejo, sendo a tomografia computadorizada o exame de imagem de escolha.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, descompressão gástrica com sonda nasogástrica, hidratação venosa e analgesia. A investigação diagnóstica com exames de imagem, como a tomografia de abdome, é fundamental para identificar a causa e determinar a necessidade de intervenção cirúrgica.
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