Obstrução Intestinal Pós-Operatória: Quando Reoperar?

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, de 40 anos de idade, submetida a ressecção discoide em cólon sigmoide para tratamento de endometriose intestinal. Tem antecedente pessoal de obesidade grau II. Evoluiu com deiscência de sutura no quinto dia pós-operatório, apresentando-se com sepse e sendo submetida a laparotomia exploradora durante a madrugada. No intraoperatório, foi identificada contaminação fecal difusa da cavidade abdominal, sendo realizada ressecção do segmento fistulizado, sutura manual do coto retal e exteriorização de colostomia terminal em flanco esquerdo. Durante a liberação do ângulo esplênico, houve lesão inadvertida do baço, acompanhada de sangramento importante, com necessidade de realização de esplenectomia e introdução de drogas vasoativas. Durante internação na Unidade de Terapia Intensiva, a paciente apresentou melhora hemodinâmica e infecciosa, recebendo alta para enfermaria. No oitavo dia pós-operatório da reoperação, a paciente evoluiu com distensão abdominal, náuseas e vômitos, com colostomia sem nunca ter apresentado débito. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, estável hemodinamicamente, com abdome distendido, ruídos hidroaéreos diminuídos, flácido, dor à palpação difusamente, mais intensa em hipogástrio, sem sinais de irritação peritoneal. Realizou a tomografia mostrada a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso clínico apresentado, qual é a conduta indicada neste momento?

Alternativas

  1. A) Drenagem guiada por método de imagem.
  2. B) Passagem de sonda nasogástrica e tratamento não-operatório.
  3. C) Reabordagem cirúrgica.
  4. D) Clister glicerinado pela colostomia e via retal.

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