HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Paciente de 44 anos foi submetido a Hartmann por diverticulite aguda há 2 anos. No 4º pós-operatório da reconstrução do trânsito, apresentou sinais de deiscência de anastomose, optou-se por nova derivação do trânsito intestinal. Enquanto acompanhava ambulatorialmente a reabordagem, é internada de urgência por vômitos e parada de eliminação de flatos pela colostomia. Realizou radiografia com sinais de obstrução intestinal alta. O tratamento inicial para o diagnóstico mais provável é:
Obstrução intestinal pós-operatória precoce → Jejum + SNG para descompressão é conduta inicial conservadora.
Em um paciente com histórico de cirurgias abdominais complexas e sinais de obstrução intestinal alta no pós-operatório, a conduta inicial mais apropriada é o manejo conservador com jejum e descompressão por sonda nasogástrica.
A obstrução intestinal é uma complicação comum em pacientes com histórico de cirurgias abdominais, especialmente aquelas complexas ou com intercorrências como deiscência de anastomose. A formação de bridas aderenciais é a causa mais frequente de obstrução intestinal em pacientes previamente operados. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal tipo cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. A radiografia simples de abdome pode mostrar alças dilatadas e níveis hidroaéreos, sugerindo o diagnóstico. No contexto pós-operatório, especialmente após uma reconstrução de trânsito intestinal e com histórico de deiscência, a suspeita de obstrução intestinal é alta. A parada de eliminação de flatos pela colostomia e os vômitos, juntamente com os achados radiográficos, confirmam a hipótese. É crucial diferenciar entre íleo paralítico prolongado e obstrução mecânica, embora o manejo inicial seja frequentemente semelhante. O tratamento inicial para a maioria dos casos de obstrução intestinal pós-operatória, na ausência de sinais de isquemia ou perfuração, é conservador. Isso inclui jejum oral para repouso intestinal, descompressão do trato gastrointestinal superior com uma sonda nasogástrica (SNG) para aliviar vômitos e distensão, e hidratação venosa. A maioria das obstruções por bridas pode resolver-se espontaneamente com essa abordagem. A cirurgia (lise de bridas) é reservada para casos que não respondem ao tratamento conservador após um período de 24-72 horas ou para aqueles com sinais de complicação grave.
O diagnóstico mais provável é obstrução intestinal por bridas aderenciais, especialmente em pacientes com histórico de cirurgias complexas e complicações como deiscência de anastomose.
O jejum visa repousar o intestino, e a sonda nasogástrica descompri-me o trato gastrointestinal superior, aliviando vômitos e distensão, e pode resolver a obstrução em muitos casos de forma conservadora.
A cirurgia é indicada se o manejo conservador falhar após um período de observação, ou se houver sinais de isquemia intestinal, peritonite, febre, leucocitose progressiva ou deterioração clínica.
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