HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
Com relação à obstrução intestinal por bridas e aderências, assinale a alternativa correta.
Obstrução intestinal por bridas → 90% resolvem com tratamento conservador; cirurgia para falha ou sinais de isquemia.
A maioria dos casos de obstrução intestinal por bridas e aderências pode ser manejada clinicamente com sucesso, incluindo jejum, hidratação venosa e descompressão nasogástrica. A intervenção cirúrgica é reservada para falha do tratamento conservador ou sinais de complicação como isquemia ou necrose intestinal.
A obstrução intestinal por bridas e aderências é uma das causas mais comuns de obstrução do intestino delgado, especialmente em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia. As aderências são bandas fibrosas que se formam entre órgãos ou entre órgãos e a parede abdominal, resultando de processos inflamatórios ou traumáticos, como cirurgias. A compreensão do manejo dessa condição é fundamental para cirurgiões e residentes, pois representa uma parcela significativa das emergências abdominais. A fisiopatologia envolve a formação de aderências que podem estrangular ou torcer alças intestinais, impedindo o trânsito do conteúdo luminal. O diagnóstico é baseado na história clínica (dor abdominal, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes), exame físico (distensão abdominal, timpanismo) e exames de imagem, como radiografias simples de abdome e tomografia computadorizada. É crucial diferenciar a obstrução simples da obstrução com sofrimento de alça, que exige intervenção imediata. O tratamento inicial da obstrução intestinal por bridas é predominantemente conservador. A maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde bem a medidas como jejum, hidratação intravenosa e descompressão nasogástrica. A cirurgia é reservada para casos de falha do tratamento conservador ou quando há sinais de isquemia, necrose ou perfuração intestinal, que são emergências cirúrgicas. A laparoscopia pode ser uma opção para lise de aderências em casos selecionados, com menor risco de novas aderências.
O tratamento conservador inclui jejum oral, hidratação venosa rigorosa para corrigir desequilíbrios hidroeletrolíticos e descompressão do trato gastrointestinal superior com sonda nasogástrica para aliviar a distensão.
A cirurgia é indicada quando há falha do tratamento conservador após um período de observação (geralmente 48-72 horas) ou, mais urgentemente, na presença de sinais de sofrimento intestinal, como dor abdominal intensa e localizada, febre, leucocitose ou sinais de peritonite.
A cirurgia videolaparoscópica, por ser minimamente invasiva, está associada a uma menor formação de aderências pós-operatórias em comparação com a cirurgia aberta, embora não as elimine completamente. Isso se deve à menor manipulação tecidual e menor exposição ao ar.
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