HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 48 anos, com história de laparotomia mediana devido a úlcera péptica perfurada há 10 anos, deu entrada em unidade de emergência devido a quadro de abdome agudo obstrutivo. Exame de imagem (radiografia de abdome) revela distensão de alças de jejuno com formação de níveis hidroaéreos, cólon normal e presença de gás no reto. O tratamento inicial deve incluir reposição hidroeletrolítica imediata associada a:
Abdome agudo obstrutivo por bridas → reposição volêmica + SNG para descompressão.
Em pacientes com abdome agudo obstrutivo e história de cirurgia prévia, a causa mais comum são as bridas. O tratamento inicial conservador inclui hidratação venosa e descompressão do trato gastrointestinal com sonda nasogástrica para aliviar sintomas e distensão.
O abdome agudo obstrutivo é uma condição comum na emergência, frequentemente causada por bridas e aderências em pacientes com cirurgia abdominal prévia. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações graves como isquemia e perfuração intestinal. A epidemiologia mostra que a maioria dos casos de obstrução de delgado é por aderências pós-cirúrgicas. A fisiopatologia envolve a interrupção do trânsito intestinal, levando a acúmulo de líquidos e gases proximalmente à obstrução, causando distensão, dor, náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico e radiológico, com radiografias de abdome mostrando distensão de alças e níveis hidroaéreos. A tomografia computadorizada é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e identificar a causa. O tratamento inicial é conservador, com reposição hidroeletrolítica vigorosa, jejum oral e descompressão com sonda nasogástrica. A maioria dos casos de obstrução por bridas pode ser resolvida com medidas conservadoras. A intervenção cirúrgica é reservada para casos de falha do tratamento conservador, sinais de estrangulamento ou isquemia intestinal.
Distensão de alças, níveis hidroaéreos e ausência de gás distal são achados comuns na radiografia de abdome em casos de obstrução intestinal.
A SNG promove a descompressão do estômago e intestino delgado proximal, aliviando náuseas, vômitos e distensão abdominal, além de reduzir o risco de aspiração.
A cirurgia é indicada se houver sinais de isquemia ou necrose intestinal, falha do tratamento conservador após 48-72h, ou se a causa da obstrução for mecânica e não resolvida.
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