INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2025
Homem de 60 anos, com histórico de múltiplas cirurgias abdominais por neoplasia, dá entrada na emergência com sinais de obstrução intestinal aguda. A tomografia de abdome mostra evidência de obstrução completa do intestino delgado sem sinais de estrangulamento. A equipe cirúrgica observa ausência de febre, taquicardia, dor significativa ou leucocitose. O exame físico mostra distensão abdominal leve. Assinale a abordagem mais adequada para este paciente.
Obstrução intestinal por bridas sem sinais de estrangulamento → tratamento clínico inicial com SNG e observação.
Em pacientes com obstrução intestinal por bridas (histórico de cirurgias) e sem sinais de isquemia/estrangulamento (ausência de febre, taquicardia, dor intensa, leucocitose, sinais de peritonite), a conduta inicial é conservadora, com descompressão por sonda nasogástrica, hidratação e observação. A maioria dos casos se resolve clinicamente.
A obstrução intestinal aguda é uma emergência cirúrgica comum, sendo as bridas pós-operatórias a principal causa de obstrução do intestino delgado em pacientes com histórico de cirurgias abdominais. A apresentação clínica inclui dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos e distensão abdominal. A distinção crucial no manejo é entre obstrução simples e obstrução com estrangulamento (isquemia ou necrose da alça), pois esta última requer intervenção cirúrgica imediata. O diagnóstico é baseado na clínica e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada de abdome, que pode identificar o local da obstrução, a causa e, mais importante, a presença de sinais de estrangulamento (ex: espessamento da parede intestinal, pneumatose, líquido livre, ausência de realce). A ausência de sinais sistêmicos de inflamação (febre, leucocitose) e de sinais de peritonite ao exame físico sugere uma obstrução simples. Em casos de obstrução intestinal por bridas sem sinais de estrangulamento, a abordagem inicial é conservadora. Isso inclui jejum, hidratação venosa, descompressão do trato gastrointestinal com sonda nasogástrica e analgesia. A maioria desses casos (60-80%) resolve-se espontaneamente. A falha do tratamento conservador após 48-72 horas ou o desenvolvimento de sinais de estrangulamento durante a observação indicam a necessidade de laparotomia exploradora.
Sinais de alerta incluem febre, taquicardia, dor abdominal intensa e localizada, sinais de peritonite, leucocitose significativa, acidose metabólica e evidência radiológica de isquemia ou perfuração, sugerindo estrangulamento.
A sonda nasogástrica promove a descompressão do intestino, aliviando a distensão abdominal, náuseas e vômitos, além de reduzir o risco de aspiração pulmonar e facilitar a resolução espontânea da obstrução.
A principal causa são as bridas ou aderências pós-cirúrgicas, que podem formar-se entre as alças intestinais e outras estruturas abdominais, causando compressão e obstrução mecânica.
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