Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
O verdadeiro desafio para o cirurgião na obstrução intestinal não é a decisão de realizar a cirurgia, mas a de quando e como realizá-la. Com base nessa premissa, assinale a alternativa correta.
Obstrução intestinal por bridas: 60-85% resolvem com tratamento conservador, cirurgia é exceção.
A maioria dos casos de obstrução intestinal por bridas aderenciais pode ser manejada conservadoramente com sucesso, evitando a necessidade de cirurgia. A intervenção cirúrgica é reservada para falha do tratamento conservador ou sinais de complicação, como isquemia ou necrose.
A obstrução intestinal é uma condição comum no pronto-socorro, sendo as bridas aderenciais a causa mais frequente em pacientes com história de cirurgia abdominal prévia. O verdadeiro desafio clínico reside na diferenciação entre casos que se resolverão espontaneamente com manejo conservador e aqueles que necessitam de intervenção cirúrgica imediata para prevenir complicações graves como isquemia, necrose e perfuração intestinal. Estima-se que 60% a 85% dos casos de obstrução intestinal por bridas respondam ao tratamento conservador, que inclui jejum oral, hidratação venosa, descompressão com sonda nasogástrica e monitorização rigorosa. A cirurgia é reservada para pacientes que não respondem ao tratamento conservador após um período de observação (geralmente 24-48 horas) ou que apresentam sinais de complicação, como dor abdominal progressiva, febre, leucocitose, acidose metabólica ou sinais radiológicos de estrangulamento. A escolha entre laparoscopia e laparotomia depende da experiência do cirurgião, da condição clínica do paciente e da extensão da obstrução. Embora a laparoscopia ofereça vantagens como menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida, ela pode ser desafiadora em casos de distensão intestinal significativa ou múltiplas aderências, e é contraindicada em pacientes hemodinamicamente instáveis ou com sinais claros de peritonite. As taxas de conversão para laparotomia podem ser elevadas, especialmente em casos complexos.
A abordagem inicial para obstrução intestinal por bridas não complicadas é geralmente conservadora, incluindo jejum, hidratação intravenosa, sonda nasogástrica para descompressão e analgesia.
A cirurgia é indicada em casos de falha do tratamento conservador, sinais de estrangulamento intestinal (isquemia, necrose), peritonite, febre, leucocitose progressiva, acidose metabólica ou deterioração clínica.
A laparoscopia pode ser uma opção para casos selecionados de obstrução intestinal por bridas, especialmente em pacientes estáveis e com obstrução em um único ponto. No entanto, em casos de distensão intestinal excessiva, instabilidade hemodinâmica ou suspeita de isquemia, a laparotomia aberta pode ser mais segura e preferível.
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