UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Paciente de 45 anos foi trazida à Emergência por vir apresentando, há 3 dias, dor e distensão abdominal progressiva e, há 4 dias, náuseas, vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes. Negou doenças associadas e emagrecimento e referiu histerectomia há 8 anos. Ao exame físico, encontrava-se em regular estado geral, eutrófica, com abdômen distendido e doloroso à palpação, mas sem irritação peritoneal. Ao toque retal, a ampola estava vazia. O raio X de abdômen agudo realizado à admissão está reproduzido abaixo. Qual a mais provável causa desse quadro clínico?
Obstrução intestinal pós-cirúrgica → Bridas são a causa mais comum, especialmente com cirurgia prévia.
A história de cirurgia abdominal prévia, como histerectomia, é um forte indicativo de bridas como causa de obstrução intestinal mecânica. O quadro clínico clássico inclui dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes, com ampola retal vazia.
A obstrução intestinal mecânica é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal. As bridas e aderências, sequelas de cirurgias abdominais prévias, são a causa mais frequente, respondendo por cerca de 60-70% dos casos. A histerectomia, por exemplo, é um procedimento que pode levar à formação de aderências pélvicas e, consequentemente, à obstrução. O diagnóstico baseia-se na tríade clássica de dor abdominal em cólica, distensão e vômitos, associada à parada de eliminação de flatos e fezes. Ao exame físico, o abdômen pode estar distendido e doloroso, e o toque retal frequentemente revela ampola vazia. O raio X de abdômen agudo é o exame inicial, mostrando distensão de alças e níveis hidroaéreos. A tomografia computadorizada é o padrão-ouro para confirmar a obstrução, identificar a causa e avaliar a presença de complicações como isquemia. O tratamento inicial envolve descompressão gástrica com sonda nasogástrica, hidratação venosa e correção de distúrbios eletrolíticos. A maioria dos casos de obstrução por bridas pode ser manejada de forma conservadora. No entanto, a falha no tratamento conservador, sinais de isquemia ou estrangulamento intestinal (febre, leucocitose, dor localizada, taquicardia) indicam a necessidade de intervenção cirúrgica imediata para lise das aderências ou ressecção do segmento isquêmico.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes. A ampola retal vazia ao toque retal é um achado comum.
A história de cirurgia abdominal prévia é crucial, pois as bridas (aderências) são a causa mais comum de obstrução intestinal mecânica em pacientes com esse histórico, especialmente em cirurgias pélvicas como a histerectomia.
O raio X de abdômen agudo (em decúbito e ortostase) é o exame inicial mais adequado, podendo revelar distensão de alças e níveis hidroaéreos. A tomografia computadorizada é mais sensível e específica para identificar a causa e o local da obstrução.
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