INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Homem de 55 anos refere vômitos biliosos, dor abdominal tipo cólica e parada de eliminação de gases e fezes há cerca de 3 horas. Fez cirurgia por úlcera péptica perfurada há 5 anos. Seu exame físico evidencia: cicatriz de incisão mediana xifopubiana, abdome pouco distendido e doloroso à palpação profunda, sem sinais de irritação peritoneal. Não foi possível palpar massas e/ou visceromegalias. A imagem a seguir corresponde à radiografia de abdome desse paciente.Nesse caso, além de reposição hidroeletrolítica, qual é a conduta mais adequada?
Obstrução intestinal por bridas (cirurgia prévia) sem irritação peritoneal → SNG + observação clínica inicial.
Em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia (como úlcera péptica perfurada), a obstrução intestinal por bridas é uma causa comum. Na ausência de sinais de irritação peritoneal ou isquemia, a conduta inicial mais adequada é conservadora, com descompressão via sondagem nasogástrica e observação clínica rigorosa, visando a resolução espontânea da obstrução.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, com alta morbidade e mortalidade se não for prontamente diagnosticada e tratada. As causas mais frequentes em adultos são aderências pós-cirúrgicas (bridas), hérnias encarceradas e neoplasias. A história de cirurgia abdominal prévia, como a por úlcera péptica perfurada mencionada na questão, é um forte preditor de obstrução por bridas. O quadro clínico típico inclui dor abdominal tipo cólica, vômitos (que podem se tornar biliosos ou fecaloides), distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. O exame físico deve buscar sinais de irritação peritoneal, que indicariam complicação como isquemia ou perfuração. A radiografia de abdome (em pé e deitada) pode mostrar alças dilatadas com níveis hidroaéreos, sugerindo o diagnóstico. A tomografia computadorizada é mais sensível para identificar a causa e o local da obstrução. A conduta inicial para a maioria dos casos de obstrução intestinal por bridas, na ausência de sinais de isquemia ou irritação peritoneal, é conservadora. Isso envolve reposição hidroeletrolítica vigorosa para corrigir desidratação e desequilíbrios, e a inserção de uma sonda nasogástrica para descompressão do trato gastrointestinal, aliviando a distensão e os vômitos. A observação clínica rigorosa é fundamental, monitorando a evolução dos sintomas e sinais vitais. A maioria dessas obstruções se resolve espontaneamente. A cirurgia de emergência é reservada para falha do tratamento conservador ou para casos com sinais de complicação (estrangulamento, isquemia, perfuração).
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica, vômitos (inicialmente alimentares, depois biliosos e fecaloides), distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. O exame físico pode revelar cicatrizes cirúrgicas e ruídos hidroaéreos aumentados ou ausentes.
O tratamento conservador, com sondagem nasogástrica para descompressão e observação clínica, é indicado para pacientes com obstrução intestinal sem sinais de irritação peritoneal, isquemia ou estrangulamento. É especialmente eficaz em obstruções causadas por bridas pós-cirúrgicas.
Sinais de irritação peritoneal (dor à descompressão, defesa, rigidez), febre, leucocitose significativa, acidose metabólica e sinais radiológicos de isquemia ou perfuração intestinal (pneumoperitônio) indicam a necessidade de laparotomia exploradora de emergência.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo