UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Paciente, sexo masculino, 67 anos, queixando-se de dor abdominal, tipo cólica, distensão abdominal e parada de eliminação de gases, há aproximadamente 24 horas. Evoluiu com piora da dor, ficando contínua com picos de exacerbações, associada a vômitos (vários episódios), de aspecto bilioso, com cheiro fétido, urina escura e piora da distensão abdominal. Ao exame físico, observa-se: PA: 110 x 70 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 28 rpm, Tax. 37,8 ºC, desidratação +++/+4. Abdome globoso, distendido, presença de abaulamento redutível em região inguinal esquerda, cicatriz obliqua em FID (apendicectomia há 40 anos), doloroso difusamente à palpação profunda. Ruídos hidroaéreos metálicos. Indique o diagnóstico provável e a conduta imediata.
Obstrução intestinal por brida pós-cirurgia → hidratação + descompressão digestiva alta (SNG) como conduta inicial.
A história de cirurgia abdominal prévia (apendicectomia há 40 anos) é um forte indicativo de bridas como causa de obstrução intestinal. A conduta inicial para obstrução parcial ou sem sinais de isquemia é conservadora, focando em hidratação e descompressão.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, sendo as bridas (aderências pós-operatórias) a principal causa em pacientes com cirurgia abdominal prévia. É crucial para o residente reconhecer o quadro clínico, que se manifesta com dor abdominal tipo cólica, distensão, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. A anamnese detalhada, incluindo história cirúrgica, e o exame físico com ausculta de ruídos hidroaéreos metálicos são fundamentais para o diagnóstico. A fisiopatologia envolve a formação de bandas fibrosas que podem estrangular ou torcer alças intestinais, impedindo o trânsito. O diagnóstico é clínico e radiológico, com radiografias simples de abdome mostrando níveis hidroaéreos e alças dilatadas, e a tomografia computadorizada sendo o exame de escolha para confirmar o diagnóstico e identificar a causa e complicações. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor abdominal e história de cirurgia. O tratamento inicial da obstrução intestinal por brida, na ausência de sinais de isquemia ou estrangulamento, é conservador. Consiste em hidratação venosa para corrigir a desidratação e distúrbios eletrolíticos, descompressão digestiva com sonda nasogástrica para aliviar a distensão e os vômitos, e analgesia. A maioria dos casos resolve-se espontaneamente com essa abordagem. A indicação cirúrgica é reservada para falha do tratamento conservador após 24-48 horas, ou em casos de sinais de sofrimento de alça (febre, leucocitose, dor localizada, peritonite).
Os principais sinais e sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, vômitos (inicialmente biliosos, depois fecaloides), e parada de eliminação de gases e fezes. Ruídos hidroaéreos metálicos são comuns.
A conduta inicial é conservadora, com hidratação venosa vigorosa, descompressão digestiva alta (sonda nasogástrica), analgesia e monitorização. A cirurgia é reservada para falha do tratamento conservador ou sinais de complicação.
Deve-se suspeitar de bridas em pacientes com história de cirurgia abdominal prévia, mesmo que há muitos anos. As aderências formadas após a cicatrização podem causar torções ou compressões do intestino.
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