Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Abadia, Bete, Célia e Diogo são pacientes com síndrome de abdome agudo obstrutivo.Abadia, uma mulher de 52 anos de idade, tem obstrução intestinal devido a volvo de ceco.Bete, uma mulher de 59 anos de idade, tem obstrução do intestino delgado causada por íleo biliar.Célia, uma mulher de 45 anos de idade, teve obstrução do intestino delgado após cirurgia aberta da vesícula biliar há 20 dias.Diogo, um homem de 28 anos de idade, tem obstrução parcial do intestino delgado associada a hérnia inguinal encarcerada.Entre os pacientes apresentados, quem tem maior probabilidade de responder ao tratamento não cirúrgico é
Obstrução intestinal precoce pós-cirurgia (aderências) → maior chance de manejo conservador.
Obstruções de intestino delgado causadas por aderências pós-operatórias, especialmente em fase precoce e sem sinais de isquemia ou estrangulamento, frequentemente respondem a tratamento conservador (hidratação, descompressão nasogástrica, repouso intestinal). Outras causas como volvo, íleo biliar e hérnia encarcerada geralmente requerem intervenção cirúrgica.
A síndrome do abdome agudo obstrutivo é uma condição comum na prática clínica, com diversas etiologias que determinam a abordagem terapêutica. A obstrução do intestino delgado por aderências pós-operatórias é a causa mais frequente, especialmente em pacientes com histórico de cirurgias abdominais prévias. Outras causas incluem hérnias encarceradas, volvo, intussuscepção e íleo biliar. A diferenciação entre as causas é crucial para decidir o manejo. Obstruções por volvo de ceco, íleo biliar e hérnias inguinais encarceradas (especialmente se houver sinais de estrangulamento) geralmente requerem intervenção cirúrgica devido ao alto risco de isquemia e necrose intestinal. Por outro lado, a obstrução intestinal por aderências, particularmente se for parcial ou ocorrer precocemente após uma cirurgia, tem uma alta taxa de resolução espontânea com tratamento conservador. Este inclui repouso intestinal, descompressão nasogástrica e hidratação intravenosa. A vigilância rigorosa para sinais de piora clínica ou isquemia é fundamental para identificar a necessidade de cirurgia.
As causas mais comuns são aderências pós-operatórias, hérnias (encarceradas ou estranguladas) e, menos frequentemente, tumores ou inflamações.
O tratamento conservador é considerado para obstruções parciais, sem sinais de isquemia ou estrangulamento, e frequentemente em casos de aderências pós-operatórias.
Volvo, íleo biliar, hérnias encarceradas com sinais de estrangulamento, e obstruções completas ou com sinais de isquemia intestinal geralmente demandam intervenção cirúrgica.
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