HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2025
Paciente masculino, 43 anos de idade, chega ao pronto socorro com dor abdominal em cólica, distensão abdominal, anorexia e ausência de eliminação de gases e fezes por aproximadamente 12 horas. De antecedentes pessoais, relata cirurgia para apendicite aguda supurada há 10 anos. Afebril, estável hemodinamicamente, abdome distendido, flácido, doloroso à palpação profunda difusa, hipertimpânico nos quatro quadrantes, sem visceromegalia ou sinais de irritação peritoneal. Assinale a alternativa que contempla a conduta inicial:
Obstrução intestinal por aderências (pós-cirurgia) → descompressão com SNG + reanimação volêmica inicial.
O quadro clínico sugere obstrução intestinal, provavelmente por aderências pós-cirúrgicas. A conduta inicial é a descompressão do trato gastrointestinal com sonda nasogástrica e a reanimação volêmica para corrigir desidratação e distúrbios eletrolíticos.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal. As aderências pós-cirúrgicas são a causa mais frequente de obstrução do intestino delgado em adultos, como no caso do paciente com histórico de apendicectomia. O reconhecimento precoce é vital para evitar complicações graves. Fisiopatologicamente, a obstrução leva ao acúmulo de líquidos e gases a montante do bloqueio, causando distensão, dor e vômitos. A perda de líquidos para o lúmen intestinal e o terceiro espaço pode resultar em desidratação, desequilíbrio eletrolítico e até choque. O diagnóstico é clínico, complementado por exames de imagem como radiografia e tomografia abdominal. A conduta inicial para obstrução intestinal não complicada por aderências é conservadora, focando na estabilização do paciente. Isso inclui a passagem de sonda nasogástrica para descompressão e a reanimação volêmica com cristaloides para corrigir a desidratação. A cirurgia é reservada para casos de falha do tratamento conservador, sinais de isquemia ou estrangulamento intestinal.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos e ausência de eliminação de gases e fezes (obstipação).
A reanimação volêmica é crucial devido à perda de líquidos para o lúmen intestinal distendido e para o terceiro espaço, o que pode levar à desidratação e desequilíbrio eletrolítico, comprometendo a estabilidade hemodinâmica.
A sonda nasogástrica é utilizada para descompressão do trato gastrointestinal, aliviando a distensão abdominal, náuseas e vômitos, além de reduzir o risco de aspiração pulmonar.
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