HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Paciente com distensão abdominal importante, sem sinais de irritação peritoneal, com parada de eliminação de flatos e fezes, mas sem vômitos, é submetida a laparotomia exploradora após 3 dias de tratamento conservador para abdome obstrutivo. A imagem abaixo é o diagnóstico intra-operatório da doença que é:
Aderências são a causa mais comum de obstrução intestinal em pacientes com histórico de cirurgia abdominal.
Em um paciente com quadro de obstrução intestinal que não responde ao tratamento conservador e sem sinais de irritação peritoneal, as aderências são a etiologia mais provável, especialmente se houver histórico de cirurgia abdominal prévia. A laparotomia exploradora é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento definitivo.
A obstrução intestinal é uma condição comum e potencialmente grave, que exige diagnóstico e manejo rápidos. As aderências pós-operatórias são a causa mais frequente de obstrução do intestino delgado em adultos, especialmente naqueles com histórico de cirurgias abdominais. O quadro clínico típico inclui dor abdominal tipo cólica, distensão, náuseas, vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como radiografias simples de abdome e tomografia computadorizada. O tratamento inicial pode ser conservador em casos selecionados, mas a falha desse tratamento ou a presença de sinais de complicação (como isquemia ou estrangulamento) exige intervenção cirúrgica imediata. A laparotomia exploradora permite a identificação direta da causa da obstrução e sua correção, seja por lise de aderências, ressecção de segmentos inviáveis ou outras intervenções. É fundamental que o residente saiba reconhecer os sinais de obstrução, indicar o tratamento adequado e identificar quando a cirurgia é imperativa para evitar morbidade e mortalidade.
As principais causas de obstrução intestinal incluem aderências (a mais comum após cirurgias), hérnias, volvo, intussuscepção, tumores, doença inflamatória intestinal e corpos estranhos. A etiologia varia conforme a idade do paciente e histórico cirúrgico.
O tratamento conservador é indicado para obstruções incompletas ou parciais, principalmente por aderências, e consiste em jejum, hidratação venosa, sonda nasogástrica para descompressão e analgesia. É contraindicado na presença de sinais de isquemia ou estrangulamento.
A falha do tratamento conservador é indicada pela persistência ou piora dos sintomas (dor, distensão, vômitos), ausência de melhora radiológica, ou desenvolvimento de sinais de complicação como febre, leucocitose, taquicardia ou sinais de irritação peritoneal, que sugerem isquemia ou perfuração.
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