SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2019
Uma criança de 5 dias, apresentando vômitos amarelo-esverdeados, desde o nascimento, interna em sua enfermaria por apresentar desidratação e distúrbio hidroeletrolítico. A mãe relata que alimenta seu filho com leite de vaca diluído desde a primeira mamada. Ao examinar esta criança, você nota que o abdome está distendido, principalmente na região epigástrica, mais à esquerda, movimentos peristálticos visíveis, ruídos hidro aéreos aumentados e metálicos. Sua conduta frente a este caso é:
Vômitos biliosos em RN + distensão abdominal = obstrução intestinal até prova em contrário; estabilizar e investigar cirurgicamente.
Vômitos biliosos em recém-nascidos são sempre um sinal de alerta para obstrução intestinal e devem ser investigados como emergência cirúrgica. A presença de distensão abdominal e peristalse visível reforça essa hipótese. A conduta inicial envolve estabilização hidroeletrolítica e ácido-básica, seguida de exames de imagem como radiografia simples de abdome para confirmar a obstrução e preparar para cirurgia.
A obstrução intestinal neonatal é uma emergência cirúrgica que exige reconhecimento e intervenção rápidos para evitar complicações graves, como isquemia intestinal, perfuração e sepse. Vômitos biliosos (amarelo-esverdeados) em um recém-nascido são o sinal mais importante e devem ser sempre considerados uma obstrução intestinal até prova em contrário, independentemente da alimentação. O quadro clínico de distensão abdominal, principalmente epigástrica, e a presença de movimentos peristálticos visíveis e ruídos hidroaéreos aumentados e metálicos são achados clássicos de obstrução intestinal alta. A desidratação e os distúrbios hidroeletrolíticos são consequências comuns e devem ser prontamente corrigidos antes de qualquer intervenção cirúrgica. A radiografia simples de abdome ortostática é o exame de imagem inicial para avaliar o padrão de gases e a presença de níveis hidroaéreos. As causas de obstrução intestinal neonatal são diversas, incluindo atresias (duodenal, jejunal, ileal), má rotação intestinal com volvo, estenose de piloro (que geralmente causa vômitos não biliosos e se manifesta mais tardiamente), e Doença de Hirschsprung (que tipicamente causa obstrução mais baixa e distensão mais generalizada). A estabilização do paciente e a rápida preparação para cirurgia são as prioridades, pois a maioria das causas de vômitos biliosos em neonatos requer correção cirúrgica.
Os principais sinais de alerta incluem vômitos biliosos (amarelo-esverdeados), distensão abdominal, ausência de eliminação de mecônio ou fezes, e recusa alimentar.
A conduta inicial envolve jejum, descompressão gástrica com sonda nasogástrica, correção de desequilíbrios hidroeletrolíticos e ácido-básicos, e solicitação de radiografia simples de abdome para confirmar a obstrução e planejar a cirurgia.
Vômitos biliosos indicam que a obstrução está localizada distalmente à ampola de Vater, ou seja, no duodeno ou intestino delgado/grosso, o que frequentemente aponta para uma causa cirúrgica, como atresia, má rotação ou volvo.
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