Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Paciente feminina, 84 anos, deu entrada na UPA com queixas de dor abnominal difusa, tipo cólicas e vômitos com evolução de 48h. Há 24h com parada de eliminação de fezes e flatos. Solicitaram, RX de abdome em pé e deitado, que demostrou distensão difusa de delgado e de todo cólon. Com base apenas nesses dados, como diferenciar uma obstrução mecânica de um íleo metabólico?
Obstrução intestinal: toque retal pode revelar ampola vazia (mecânica) ou cheia (íleo paralítico).
Em um paciente com distensão abdominal e parada de eliminação de fezes e flatos, o toque retal é crucial para diferenciar obstrução mecânica (ampola retal vazia) de íleo metabólico/paralítico (ampola retal cheia de fezes ou flácida).
A diferenciação entre obstrução intestinal mecânica e íleo metabólico (paralítico) é um desafio comum no pronto-socorro e crucial para o manejo adequado. Residentes devem dominar essa distinção para evitar atrasos no tratamento. Enquanto a radiografia de abdome pode mostrar distensão de alças, ela raramente é diagnóstica por si só para a causa. O exame físico completo, incluindo a ausculta abdominal e, principalmente, o toque retal, é indispensável. No toque retal, a presença de uma ampola retal vazia e contraída sugere obstrução mecânica, enquanto uma ampola cheia de fezes ou flácida é mais consistente com íleo paralítico. A história clínica e outros exames complementares (ex: eletrólitos) auxiliam na confirmação.
O toque retal é fundamental para diferenciar obstrução mecânica (ampola retal geralmente vazia e contraída) de íleo paralítico ou metabólico (ampola retal com fezes ou flácida), fornecendo informações cruciais para a conduta e o diagnóstico diferencial.
A radiografia de abdome pode mostrar alças dilatadas com níveis hidroaéreos, padrão em 'pilhas de moedas' no delgado, e, em obstruções de cólon, distensão do cólon proximal ao ponto de obstrução com colapso distal.
O íleo metabólico ou paralítico pode ser causado por distúrbios eletrolíticos (hipocalemia), sepse, uso de opioides, cirurgia abdominal recente, peritonite ou outras condições inflamatórias sistêmicas que afetam a motilidade intestinal.
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