USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2025
Mulher, 59 anos de idade, teve diagnóstico de adenocarcinoma de cólon direito há 1 mês e meio. Foi realizada tomografia de abdome que revelou quatro nódulos hepáticos nos segmentos 5, 6 e 7 de cerca de 2,5 cm cada um. A dosagem do CEA foi de 20 mg/dL. Enquanto aguardava encaminhamento para o centro de referência para o tratamento, evoluiu com quadro de obstrução intestinal. A paciente encontra-se estável no Serviço de Emergência. Qual é a melhor conduta neste momento?
Obstrução intestinal aguda por câncer de cólon, mesmo metastático, em paciente estável → ressecção do tumor primário.
Em pacientes com câncer de cólon metastático que desenvolvem obstrução intestinal aguda e estão estáveis, a ressecção do tumor primário com linfadenectomia é frequentemente a melhor conduta, pois alivia a obstrução e permite o controle da doença local.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns, e a apresentação com doença metastática é frequente. A obstrução intestinal é uma complicação aguda grave que pode ocorrer em pacientes com câncer de cólon, seja como primeira manifestação ou durante o curso da doença. O manejo dessa condição requer uma avaliação cuidadosa e uma abordagem multidisciplinar. Mesmo na presença de metástases hepáticas, como no caso apresentado, a obstrução intestinal aguda causada pelo tumor primário exige intervenção. Em pacientes estáveis, a ressecção do tumor primário com linfadenectomia é frequentemente a abordagem preferida. Isso não apenas alivia a obstrução, mas também permite o controle da doença local e pode facilitar o tratamento sistêmico subsequente. Alternativas como a colostomia em alça ou a colocação de stent cólico são geralmente reservadas para pacientes com doença muito avançada, estado geral comprometido, ou quando a ressecção do tumor primário não é viável ou desejável, com o objetivo principal de paliação dos sintomas obstrutivos. A decisão final deve sempre considerar o prognóstico global do paciente e a qualidade de vida.
A ressecção do tumor primário é importante para aliviar a obstrução, prevenir complicações como perfuração, controlar o sangramento e, em alguns casos, pode melhorar a resposta à quimioterapia sistêmica e a sobrevida.
O stent cólico é uma opção para descompressão paliativa em pacientes com obstrução maligna inoperável, como ponte para cirurgia em pacientes instáveis ou como tratamento definitivo em pacientes com expectativa de vida muito limitada.
Fatores incluem o estado geral do paciente, a extensão da doença metastática, a localização e ressecabilidade do tumor primário, a presença de complicações (perfuração), e a expectativa de vida do paciente.
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