HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
João 54 anos, procura o PS por dor abdominal em cólica, difusa, há 72 horas, associada a distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Refere alteração do hábito intestinal há 3 meses, com necessidade de laxativos para evacuar, além de sangue nas fezes e alteração do formato. Nega vômitos. Não tem antecedentes mórbidos relevantes e nega operações prévias. Ao exame físico está em bom estado geral, corado, desidratado, IMC: 31kg/m2. Abdome: flácido, distendido, pouco doloroso à palpação, sem sinais de irritação peritoneal e sem massas palpáveis. No toque retal, ausência de fezes na ampola, presença de lesão ulcerada circunferencial a 6 cm da borda anal e presença de sangue. Realizada tomografia de abdome e pelve: ausência de lesões hepáticas, sem líquido livre. Distensão apenas de cólon e espessamento do reto médio distal com linfonodos aumentados no mesorreto. Qual é a conduta?
Obstrução intestinal por lesão retal maligna com distensão colônica → descompressão via colostomia em alça.
Diante de um quadro de obstrução intestinal baixa (distensão colônica sem líquido livre na TC) causada por uma lesão retal maligna (sangue nas fezes, alteração do hábito, lesão ao toque), a conduta inicial visa descompressão do cólon para estabilizar o paciente antes de um tratamento definitivo. A colostomia em alça é uma opção para descompressão imediata.
A obstrução intestinal é uma complicação comum e grave do câncer colorretal, especialmente em tumores do cólon esquerdo e reto. Pacientes geralmente apresentam dor abdominal em cólica, distensão, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. A história de alteração do hábito intestinal, sangramento retal e perda de peso deve levantar a suspeita de malignidade. O diagnóstico é clínico e radiológico, com a tomografia computadorizada de abdome e pelve sendo o exame de imagem de escolha. Ela permite identificar o local da obstrução, a causa (massa tumoral), o grau de distensão e a presença de complicações como perfuração ou metástases. O toque retal é fundamental para avaliar lesões distais. A conduta inicial em casos de obstrução intestinal maligna aguda visa a descompressão do cólon. Em lesões obstrutivas do cólon esquerdo ou reto, a colostomia em alça é uma opção segura e eficaz para desviar o fluxo fecal e aliviar a obstrução, permitindo que o paciente se recupere e seja otimizado para uma cirurgia oncológica definitiva em um segundo momento. A biópsia da lesão é essencial para confirmação histopatológica e estadiamento.
Sinais incluem dor abdominal em cólica, distensão abdominal, parada de eliminação de gases e fezes, alteração do hábito intestinal (constipação progressiva), sangramento retal e perda de peso.
A colostomia em alça permite a descompressão imediata do cólon distendido, aliviando os sintomas e estabilizando o paciente. Isso reduz o risco de complicações como perfuração e melhora as condições para uma cirurgia oncológica definitiva em um segundo tempo.
Além do exame físico e toque retal, a tomografia de abdome e pelve é crucial para confirmar a obstrução, identificar o nível e a causa, e avaliar a presença de metástases. Colonoscopia e biópsia são necessárias para confirmação histopatológica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo