PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Assinale a alternativa INCORRETA sobre obstrução intestinal do delgado.
Obstrução pós-operatória precoce do delgado (<30 dias) geralmente tem manejo CONSERVADOR, não cirúrgico na maioria dos casos.
A obstrução intestinal do delgado no pós-operatório precoce (<30 dias) é frequentemente causada por íleo adinâmico ou aderências leves, e a maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador, como descompressão nasogástrica e hidratação. A cirurgia é reservada para falha do tratamento clínico ou sinais de complicação.
A obstrução intestinal do delgado é uma condição cirúrgica comum, com etiologias variadas. É fundamental para o residente compreender as causas, a fisiopatologia e as abordagens terapêuticas, especialmente no contexto pós-operatório. As aderências pós-cirúrgicas são, de fato, a causa mais frequente de obstrução mecânica do intestino delgado, seguidas por hérnias e, em menor proporção, neoplasias. O íleo adinâmico, ou paralítico, é uma condição em que há uma disfunção da motilidade intestinal sem obstrução mecânica, e suas causas são diversas, incluindo dor, trauma, urolitíase e pancreatite. A dor aguda intensa, especialmente se acompanhada de sinais de peritonite ou instabilidade hemodinâmica, deve levantar a suspeita de isquemia intestinal ou obstrução em alça fechada, que são emergências cirúrgicas. Por outro lado, uma dor mais insidiosa e progressiva pode sugerir uma etiologia neoplásica. Um ponto crucial para a prática e para as provas é o manejo da obstrução intestinal pós-operatória precoce (geralmente definida como ocorrendo em até 30 dias após a cirurgia abdominal). Ao contrário do que se poderia pensar, a maioria desses casos é manejada de forma conservadora, com descompressão nasogástrica, hidratação venosa e observação. A intervenção cirúrgica é reservada para pacientes que não melhoram com o tratamento conservador ou que desenvolvem sinais de complicação, como isquemia ou perfuração. A compreensão dessa abordagem evita cirurgias desnecessárias e otimiza o cuidado ao paciente.
O íleo adinâmico, ou paralítico, pode ser causado por dor intensa, trauma cirúrgico, urolitíase, pancreatite, peritonite, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia) e uso de opioides, levando à diminuição da motilidade intestinal.
As aderências pós-cirúrgicas são a causa mais comum de obstrução do intestino delgado, seguidas por hérnias encarceradas (inguinais, umbilicais, incisionais) e, menos frequentemente, neoplasias ou corpos estranhos.
A cirurgia é indicada se houver sinais de isquemia intestinal (dor intensa, febre, leucocitose, acidose metabólica), perfuração, ou se o tratamento conservador (descompressão nasogástrica, hidratação) falhar após um período adequado de observação.
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