SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Paciente feminina, 62 anos, deu entrada no pronto socorro com queixa de dor abdominal difusa, iniciada há 4 horas, associado com vômitos. Última evacuação há 4 dias, e sem eliminação de flatos desde então. Ao exame físico, apresentava-se com abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, dor à palpação difusa. Nos exames laboratoriais, evidenciava-se leucocitose com desvio a esquerda. Em tomografia de abdome havia acentuada dilatação das alças de delgado com sinal de obstrução ao nível do jejuno médio, sem causa detectável. É correto afirmar que:
Obstrução intestinal → Sinal de empilhamento de moedas + Níveis hidroaéreos na imagem são indicativos; Ruídos hidroaéreos aumentados são típicos.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica. Sinais radiológicos como o "empilhamento de moedas" (válvulas coniventes) e níveis hidroaéreos são clássicos da obstrução de delgado. Ruídos hidroaéreos aumentados são característicos da fase inicial da obstrução, ao contrário do íleo paralítico, onde estão diminuídos ou ausentes.
A obstrução intestinal é uma condição clínica comum e potencialmente grave, caracterizada pela interrupção do trânsito do conteúdo intestinal. Pode ser mecânica (por uma barreira física) ou funcional (íleo paralítico). A obstrução de delgado é mais comum que a de cólon, e suas principais causas incluem bridas pós-cirúrgicas, hérnias e tumores. A apresentação clínica típica envolve dor abdominal em cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. A fisiopatologia da obstrução mecânica envolve o acúmulo de líquidos e gases a montante do ponto de obstrução, levando à distensão das alças, aumento da pressão intraluminal e, se não tratada, isquemia e necrose. O diagnóstico é baseado na clínica e em exames de imagem. A radiografia simples de abdome pode mostrar alças dilatadas e níveis hidroaéreos. A tomografia computadorizada (TC) é o exame padrão-ouro, capaz de localizar a obstrução, identificar a causa e avaliar complicações. O tratamento da obstrução intestinal varia conforme a causa e a presença de complicações. Inicialmente, o manejo é conservador com descompressão nasogástrica, hidratação venosa e correção de distúrbios eletrolíticos. No entanto, a maioria das obstruções mecânicas, especialmente as de delgado, requer intervenção cirúrgica. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento, sendo pior em casos de isquemia ou perfuração.
Em radiografias ou tomografias, os sinais clássicos incluem a dilatação das alças intestinais a montante da obstrução, a presença de níveis hidroaéreos e o "sinal de empilhamento de moedas", que representa as válvulas coniventes do intestino delgado.
No exame físico, a obstrução intestinal mecânica geralmente apresenta ruídos hidroaéreos aumentados, de timbre metálico, devido ao peristaltismo vigoroso. Já no íleo paralítico, os ruídos hidroaéreos estão diminuídos ou ausentes, indicando hipomotilidade intestinal.
A tomografia de abdome é o exame de imagem de escolha para confirmar a obstrução, localizar o ponto de transição, identificar a causa (ex: bridas, hérnias, tumores) e avaliar sinais de complicação como isquemia ou perfuração.
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