PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação à obstrução intestinal de intestino delgado, podemos afirmar que:
Aderências pós-cirúrgicas são a principal causa de obstrução de intestino delgado, especialmente as de cirurgias pélvicas.
As aderências pós-cirúrgicas são, de fato, a causa mais comum de obstrução do intestino delgado (OILD), sendo as cirurgias pélvicas (como apendicectomia, histerectomia) as principais geradoras. É crucial reconhecer essa etiologia para o manejo adequado da OILD.
A obstrução intestinal de intestino delgado (OILD) é uma condição cirúrgica comum e potencialmente grave, que exige diagnóstico e manejo rápidos. A etiologia da OILD varia, mas as aderências pós-cirúrgicas são, de longe, a causa mais prevalente, respondendo por cerca de 60-80% dos casos. Essas aderências são bandas de tecido fibroso que se formam após cirurgias abdominais, especialmente aquelas que envolvem manipulação extensa do peritônio, como apendicectomias, histerectomias e cirurgias colorretais. É fundamental para o residente compreender que a história de cirurgia abdominal prévia é o principal fator de risco para OILD por aderências. Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, distensão, náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico e radiológico, com radiografias simples de abdome e, principalmente, tomografia computadorizada com contraste oral, que pode ajudar a diferenciar obstrução completa de parcial e identificar a causa. O manejo inicial da OILD não complicada é conservador, com descompressão nasogástrica, hidratação venosa e correção de distúrbios eletrolíticos. O uso de contraste hidrossolúvel (como Gastrografin) pode ter papel terapêutico em obstruções parciais por aderências, acelerando a resolução. No entanto, a presença de sinais de estrangulamento (isquemia intestinal) ou falha do tratamento conservador são indicações para intervenção cirúrgica de urgência. A intussuscepção em adultos é rara e geralmente secundária a uma lesão patológica (tumor, pólipo), necessitando de ressecção cirúrgica, diferentemente da pediátrica que pode ser resolvida com enema. O íleo adinâmico, por sua vez, é uma disfunção motora e não uma obstrução mecânica, sendo tratado clinicamente.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos (inicialmente biliosos, depois fecaloides) e alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia paradoxal). A ausculta pode revelar ruídos hidroaéreos aumentados e metálicos no início, e diminuídos ou ausentes em fases avançadas.
A obstrução mecânica é causada por um bloqueio físico, com dor em cólica e ruídos hidroaéreos aumentados. O íleo adinâmico (paralítico) é uma disfunção da motilidade intestinal, com dor mais difusa, distensão abdominal e ruídos hidroaéreos diminuídos ou ausentes. A tomografia computadorizada é essencial para diferenciar.
A cirurgia é indicada em casos de obstrução completa, sinais de estrangulamento (febre, taquicardia, leucocitose, dor localizada, acidose), falha do tratamento conservador (descompressão nasogástrica, hidratação) após 24-48 horas, ou quando a causa da obstrução é uma hérnia encarcerada ou tumor.
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