TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Considere que uma paciente do sexo feminino, 63 anos de idade, procurou atendimento médico com distensão abdominal e vômitos há dois dias. Foi submetida à histerectomia e salpingooforectomia há dois anos. A seguir, radiografias simples do abdômen da paciente: Com base no caso e nas radiografias apresentadas, qual é o diagnóstico radiológico mais provável?
Vômitos + Distensão + Cirurgia prévia = Obstrução por bridas (aderências).
A causa mais comum de obstrução do intestino delgado em adultos com cirurgia abdominal prévia são as aderências peritoneais (bridas).
O abdome agudo obstrutivo é uma síndrome clínica caracterizada pela interrupção do fluxo do conteúdo intestinal. A fisiopatologia envolve o acúmulo de líquidos e gases a montante do ponto de obstrução, levando à distensão abdominal e vômitos. Em pacientes com antecedentes cirúrgicos, como a histerectomia mencionada, a formação de bridas fibrosas é a etiologia predominante. O diagnóstico é clínico-radiológico, sendo a TC de abdome superior ao RX para identificar o ponto de transição e possíveis complicações como sofrimento de alça.
Na radiografia simples de abdome, observa-se distensão de alças de delgado (diâmetro > 3cm), presença de níveis hidroaéreos (em pé), empilhamento de moedas (valvulae conniventes) e ausência ou escassez de gás no cólon e reto.
Em pacientes com histórico de cirurgia abdominal ou pélvica prévia, as aderências peritoneais (bridas) são responsáveis por cerca de 60% a 75% dos casos de obstrução mecânica do intestino delgado.
O tratamento inicial pode ser conservador (jejum, sonda nasogástrica, hidratação). A cirurgia é indicada em casos de falha do tratamento clínico (geralmente após 24-48h), sinais de estrangulamento (isquemia), febre, leucocitose ou irritação peritoneal.
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