HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023
Mulher, 45 anos de idade, procura pronto-atendimento por dor abdominal há dois dias associada a náuseas, vômitos e parada de eliminação de fezes e flatos. Nega febre. Nega comorbidades. Relata antecedente cirúrgico de histerectomia subtotal por miomas uterinos há 5 anos. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, corada, desidratada 1+/4+. Abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, timpânico à percussão, doloroso à palpação difusamente, sem sinais de irritação peritoneal. Ausência de hérnias inguinofemorais. Toque retal sem lesões, com pequena quantidade de fezes pastosas em ampola retal. Realizou exame radiográfico, mostrado a seguir: Considerando o quadro clínico da paciente, qual é a causa de base da condição apresentada?
Obstrução intestinal em paciente com cirurgia abdominal prévia → suspeitar de aderências pós-operatórias.
Aderências pós-operatórias são a causa mais comum de obstrução intestinal em pacientes com história de cirurgia abdominal, como a histerectomia. O quadro clínico de dor abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de fezes e flatos, associado a ruídos hidroaéreos aumentados e distensão abdominal, é altamente sugestivo.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, e as aderências pós-operatórias são a principal etiologia, respondendo por cerca de 60-70% dos casos de obstrução de intestino delgado. Qualquer cirurgia abdominal, especialmente as que envolvem manipulação extensa de vísceras, como a histerectomia, pode levar à formação de bridas. O quadro clínico típico inclui dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos e parada de eliminação de fezes e flatos. Ao exame físico, o abdome pode estar distendido, com ruídos hidroaéreos aumentados (no início) ou ausentes (em fases avançadas ou íleo paralítico). A radiografia simples de abdome pode mostrar alças intestinais dilatadas e níveis hidroaéreos, enquanto a tomografia computadorizada é mais sensível para identificar a causa e o local da obstrução. O manejo inicial envolve estabilização do paciente, descompressão gástrica com sonda nasogástrica, hidratação venosa e analgesia. A maioria dos casos de obstrução por aderências pode ser tratada conservadoramente, mas a falha do tratamento clínico ou a presença de sinais de isquemia/estrangulamento intestinal indicam a necessidade de intervenção cirúrgica.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de fezes e flatos. Ao exame físico, podem-se encontrar ruídos hidroaéreos aumentados e timpanismo.
A principal causa de obstrução intestinal em pacientes com história de cirurgia abdominal prévia são as aderências pós-operatórias, também conhecidas como bridas, que podem estrangular ou torcer alças intestinais.
A diferenciação envolve a história clínica (cirurgias prévias), exame físico (ruídos hidroaéreos, distensão) e exames de imagem como radiografia simples de abdome (níveis hidroaéreos, alças dilatadas) e tomografia computadorizada, que pode identificar a causa e o local da obstrução.
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