Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Paciente mulher, 81 anos, apresenta vômitos, anorexia, dor abdominal e uma massa firme de tecido mole na porção medial superior da coxa esquerda; a tomografia computadorizada revela alças do intestino delgado dilatadas com níveis líquidos. Qual a opção de tratamento mais apropriada para esse caso hipotético?
Obstrução intestinal + massa firme na coxa em idosa → Hérnia femoral encarcerada/estrangulada = Urgência cirúrgica após estabilização.
A paciente apresenta sinais clássicos de obstrução intestinal (vômitos, dor abdominal, alças dilatadas) e uma massa firme na coxa, sugerindo hérnia femoral encarcerada ou estrangulada. A idade avançada e a possibilidade de estrangulamento (massa firme, dor) indicam urgência cirúrgica após estabilização hidroeletrolítica.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, especialmente em idosos, e pode ser causada por diversas etiologias, como aderências, tumores e hérnias. A hérnia femoral, em particular, é mais prevalente em mulheres idosas e possui um alto risco de encarceramento e estrangulamento devido ao seu anel estreito e rígido, o que a torna uma causa frequente de isquemia e necrose intestinal. O quadro clínico típico de obstrução intestinal inclui dor abdominal tipo cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. A presença de uma massa firme e dolorosa na região inguinal ou medial da coxa, associada a esses sintomas, é altamente sugestiva de hérnia encarcerada ou estrangulada. A tomografia computadorizada é fundamental para confirmar a obstrução e avaliar a presença de sinais de isquemia. O tratamento de uma obstrução intestinal por hérnia estrangulada é uma emergência cirúrgica. A conduta inicial envolve a estabilização do paciente com reposição agressiva de volume e eletrólitos, correção de distúrbios metabólicos e, se necessário, antibioticoterapia. Após a estabilização, a laparotomia exploradora urgente é indicada para reduzir a hérnia, avaliar a viabilidade intestinal e, se necessário, realizar a ressecção do segmento necrótico. A demora no tratamento aumenta significativamente a morbimortalidade.
Sinais de estrangulamento incluem dor intensa e persistente, massa irredutível e firme, alterações na coloração da pele sobre a hérnia, e sinais sistêmicos como febre, taquicardia e leucocitose, além de sintomas de obstrução intestinal.
A reposição volêmica e eletrolítica é crucial para corrigir a desidratação e os desequilíbrios causados pelos vômitos e sequestro de líquidos no lúmen intestinal, estabilizando o paciente para suportar o estresse cirúrgico e reduzir riscos.
A hérnia femoral é mais comum em mulheres idosas devido à anatomia pélvica mais larga. Ela tem um alto risco de encarceramento e estrangulamento devido ao anel femoral estreito e rígido, o que a torna uma emergência cirúrgica frequente.
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