HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Mulher, 51 anos, procura o serviço de Pronto Atendimento com história de dor em mesogástrio, em cólica, há quatro dias, acompanhada de náuseas, vômitos, parada da eliminação de gases e fezes. Antecedente: histerectomia total abdominal, por miomatose, há cinco anos. Exame físico: Regular estado geral, desidratada, FC 108, PA 130x85mmHg e afebril; Abdome: distendido, ruídos hidroaéreos aumentados. A hipótese diagnóstica e o exame indicado neste momento são:
Obstrução intestinal pós-cirúrgica → dor cólica, vômitos, parada gases/fezes, distensão, RHA ↑. Brida é causa comum. Rx abdome inicial.
A obstrução intestinal em pacientes com cirurgia abdominal prévia, como histerectomia, frequentemente é causada por bridas (aderências). A apresentação clássica inclui dor em cólica, vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. A radiografia simples de abdome é o exame inicial para confirmar a obstrução e avaliar a presença de níveis hidroaéreos.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, e as bridas (aderências) são a principal causa de obstrução do intestino delgado em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia. A histerectomia total abdominal, como no caso da paciente, é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de aderências. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos e parada da eliminação de gases e fezes. Ao exame físico, o abdome pode estar distendido, e os ruídos hidroaéreos podem estar aumentados em fases iniciais, tornando-se diminuídos ou ausentes em fases mais avançadas ou em caso de isquemia. A desidratação e taquicardia são achados comuns devido à perda de fluidos para o terceiro espaço. O diagnóstico inicial é feito com base na história clínica e exame físico, sendo a radiografia simples de abdome o exame complementar de primeira linha para confirmar a obstrução, evidenciando alças dilatadas e níveis hidroaéreos. O tratamento inicial da obstrução intestinal por bridas é frequentemente conservador, com jejum, hidratação intravenosa, descompressão gástrica por sonda nasogástrica e observação. A cirurgia é indicada em casos de falha do tratamento conservador, sinais de estrangulamento ou isquemia intestinal, ou obstrução completa. É crucial monitorar o paciente de perto para identificar sinais de complicação e decidir o momento ideal para a intervenção cirúrgica.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos, distensão abdominal e parada da eliminação de gases e fezes.
A radiografia simples de abdome pode revelar distensão de alças intestinais, níveis hidroaéreos e, em alguns casos, a presença de gás no cólon, auxiliando no diagnóstico e na diferenciação entre obstrução de delgado e cólon.
Em pacientes com histórico de cirurgia abdominal, as aderências (bridas) são a causa mais comum de obstrução do intestino delgado, devido à formação de tecido cicatricial.
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