CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 56 anos, apresenta quadro de dor abdominal difusa, tipo cólica, de intensidade progressiva, há 3 dias, associada a parada de eliminação de gases e fezes. Apresentou 2 episódios de vômitos de coloração escura e nega febre. Refere constipação crônica que piorou nos últimos 6 meses, com perda de peso não referido. Ao exame físico, apresentase em Regular estado geral, algo emagrecida, bastante desidratada, taquicárdica, levemente taquipneica e hipotensa. Seu abdome é distendido, hipertimpânico, difusamente doloroso à palpação, sem sinais de irritação peritoneal. Movimento peristáltico visível a nível do epigástrio. Ruídos hidroaéreos aumentados em volume e frequência. À radiografia de abdome, observamos volumosa distensão de cólon com interrupção do padrão gasoso a nível do sigmoide, ausência de gás no reto e discreta presença de gases no intestino delgado.Assinale a alternativa INCORRETA:
Obstrução intestinal distal + distensão colônica + instabilidade hemodinâmica → estabilização + investigação. Colonoscopia para volvo de sigmoide é terapêutica, mas após estabilização.
A paciente apresenta um quadro clássico de obstrução intestinal baixa, com forte suspeita de volvo de sigmoide, agravado por constipação crônica e instabilidade hemodinâmica. Embora a colonoscopia seja o tratamento de primeira linha para descompressão em volvo de sigmoide sem sinais de peritonite, a instabilidade da paciente exige estabilização clínica (fluidos, eletrólitos) antes de qualquer procedimento invasivo.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, e o volvo de sigmoide é uma causa frequente de obstrução do intestino grosso, especialmente em idosos e pacientes com constipação crônica. Caracteriza-se pela torção de uma alça do sigmoide em torno de seu próprio mesentério, levando à oclusão luminal e vascular. Os sintomas incluem dor abdominal em cólica, distensão progressiva, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. O diagnóstico é feito com base na história clínica, exame físico (abdome distendido, hipertimpânico, ruídos hidroaéreos aumentados ou ausentes) e exames de imagem. A radiografia simples de abdome é o exame inicial, mostrando a clássica imagem em 'grão de café'. A tomografia computadorizada de abdome pode confirmar o diagnóstico e avaliar complicações como isquemia ou perfuração. O tratamento inicial para volvo de sigmoide sem sinais de peritonite ou isquemia é a descompressão endoscópica por colonoscopia, que é diagnóstica e terapêutica. No entanto, em pacientes instáveis hemodinamicamente, a prioridade é a estabilização clínica com fluidos e eletrólitos. A laparotomia é indicada em casos de falha da descompressão endoscópica, sinais de peritonite, isquemia ou perfuração intestinal, ou em pacientes com alto risco de recorrência.
Clinicamente, o paciente apresenta dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal progressiva, parada de eliminação de gases e fezes, e vômitos. Na radiografia de abdome, observa-se uma alça colônica distendida em formato de 'grão de café' ou 'U invertido', com ausência de gás no reto e, por vezes, níveis hidroaéreos.
A conduta inicial deve focar na estabilização hemodinâmica do paciente, com reposição volêmica agressiva, correção de distúrbios eletrolíticos e suporte geral. A descompressão endoscópica (colonoscopia) ou cirúrgica será considerada após a estabilização.
A laparotomia urgente é indicada em casos de volvo de sigmoide complicado por sinais de isquemia intestinal, necrose, perfuração ou peritonite. Também é considerada se a descompressão endoscópica falhar ou não for viável.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo