SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2023
Paciente, sexo feminino, 65 anos de idade, procura o Pronto Socorro por empachamento e distensão abdominal há cinco dias. A paciente apresentou náuseas e alguns episódios de vômitos nas últimas 24 horas. Relata, também, hiporexia, perda de peso e obstipação progressiva, há três meses, não sendo investigada previamente. A paciente realizou artroplastia total de quadril esquerdo há 5 anos. Ao exame físico, regular estado geral, corada, desidratada, T axilar: 36ºC, FC: 88bpm, PA: 128x78mmHg, FR: 24imp; ausculta cardíaca e respiratória sem alterações; abdome distendido, tenso, com dor à palpação difusa e com descompressão brusca negativa; toque retal sem alterações. Foi realizada radiografía de abdomeIndique a conduta cirúrgica mais adequada, caso a paciente não apresente melhora com o tratamento clínico instituído no Pronto Socorro.
Obstrução intestinal em idoso + perda peso + obstipação progressiva → suspeitar neoplasia colorretal → Retossigmoidectomia com colostomia.
Em pacientes idosos com obstrução intestinal, perda de peso e obstipação progressiva, a principal hipótese diagnóstica é neoplasia colorretal. A conduta cirúrgica de urgência, se o tratamento clínico falhar, frequentemente envolve ressecção do segmento afetado e colostomia para descompressão.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, especialmente em pacientes idosos, e exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida e precisa. Em pacientes com mais de 60 anos, a etiologia maligna, particularmente o câncer colorretal, deve ser a principal suspeita, especialmente na presença de sintomas como perda de peso, anemia e alteração progressiva do hábito intestinal. A história de obstipação crônica e o empachamento/distensão abdominal são queixas clássicas. O diagnóstico inicial é clínico e radiológico, com radiografias simples de abdome mostrando alças dilatadas e níveis hidroaéreos. A tomografia computadorizada de abdome é o exame de escolha para identificar a causa e o nível da obstrução. No caso de uma obstrução por neoplasia colorretal, a conduta cirúrgica é frequentemente necessária se o tratamento clínico inicial (hidratação, sonda nasogástrica) não resolver o quadro. A retossigmoidectomia com colostomia (procedimento de Hartmann) é uma técnica cirúrgica frequentemente empregada em situações de urgência, especialmente quando há risco de contaminação peritoneal ou instabilidade do paciente. Ela permite a ressecção do segmento tumoral e a descompressão do cólon através da colostomia, com a reconstrução do trânsito intestinal em um segundo momento, após a recuperação do paciente. Essa abordagem minimiza o risco de complicações infecciosas e é crucial para o manejo seguro de obstruções malignas em pacientes frágeis.
Sinais de alarme incluem perda de peso inexplicada, anemia, alteração do hábito intestinal (obstipação progressiva ou diarreia), sangramento retal e idade avançada, que devem levantar a suspeita de malignidade.
Em casos de obstrução intestinal por neoplasia colorretal em pacientes instáveis ou com risco de fístula, a ressecção do tumor (retossigmoidectomia) com a criação de uma colostomia (procedimento de Hartmann) é uma opção segura para descompressão e controle da doença.
Em idosos, as causas mais comuns de obstrução intestinal incluem neoplasias colorretais, volvo de sigmoide, hérnias encarceradas e doença diverticular complicada.
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