Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
A obstrução intestinal alta (intestino delgado) tem como principal causa:
Principal causa de obstrução intestinal alta (delgado) = aderências pós-cirúrgicas.
As aderências intestinais, frequentemente resultantes de cirurgias abdominais prévias, são a causa mais comum de obstrução do intestino delgado. Elas formam bandas fibrosas que podem estrangular ou torcer as alças intestinais, levando à oclusão do lúmen e ao quadro de abdome agudo obstrutivo.
A obstrução intestinal é uma emergência cirúrgica comum, e a compreensão de suas causas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A obstrução do intestino delgado, ou obstrução intestinal alta, é a forma mais frequente de obstrução intestinal. Sua principal etiologia são as aderências intestinais, que representam cerca de 60-80% dos casos, especialmente em pacientes com histórico de cirurgia abdominal prévia. Outras causas incluem hérnias encarceradas, neoplasias e volvo. As aderências são formadas como parte do processo de cicatrização após trauma cirúrgico ou inflamação peritoneal. Elas podem criar pontos de fixação anormais que levam ao dobramento, torção ou estrangulamento das alças intestinais. A fisiopatologia da obstrução resulta no acúmulo de líquidos e gases a montante do bloqueio, levando à distensão, dor, vômitos e, se não tratada, isquemia e necrose intestinal. A suspeita clínica surge em pacientes com dor abdominal em cólica, distensão, vômitos e ausência de eliminação de flatos/fezes, especialmente com histórico cirúrgico. O tratamento da obstrução intestinal por aderências pode ser conservador inicialmente (jejum, sonda nasogástrica, hidratação venosa) em casos de obstrução parcial ou sem sinais de isquemia. No entanto, a presença de sinais de estrangulamento (febre, leucocitose, dor localizada, taquicardia) ou falha do tratamento conservador indica a necessidade de intervenção cirúrgica para lise das aderências e desobstrução. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção para evitar complicações graves como perfuração e sepse.
Aderências intestinais são bandas de tecido fibroso que se formam entre órgãos abdominais após cirurgias, inflamações ou traumas. Elas podem prender, torcer ou estrangular as alças do intestino delgado, impedindo o trânsito do conteúdo intestinal e causando obstrução.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos (frequentemente biliosos ou fecaloide em obstruções mais distais), distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes. A intensidade dos sintomas varia com o grau e a localização da obstrução.
O diagnóstico é baseado na história clínica (especialmente cirurgias abdominais prévias), exame físico e exames de imagem. A radiografia simples de abdome pode mostrar alças dilatadas e níveis hidroaéreos, enquanto a tomografia computadorizada é mais sensível para identificar o ponto de transição e a causa da obstrução.
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