FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Homem de 45 anos da entrada na urgência com dor e distensão abdominal. Apresentava parada de eliminação de gases e fezes e plenitude há 5 dias e vômitos alimentares há 2 dias. Referia sangramento eventual e discreto há 1 ano. Perda ponderal de 10 kg nos últimos 6 meses. Ao exame: paciente em regular estado geral, emagrecido, hipocorado e discretamente desidratado. O abdômen apresentava-se distendido e timpânico, com alguns ruídos metálicos. Sua história familiar revelava um irmão submetido à colectomia por polipose e um tio operado por câncer do reto. Melhor exame de investigação e melhor conduta:
Obstrução intestinal aguda + sinais de alarme (perda peso, sangramento, história familiar) → RX abdômen + Laparotomia exploradora.
O quadro clínico de obstrução intestinal aguda em paciente com sinais de alarme (perda ponderal, sangramento, história familiar de câncer colorretal/polipose) sugere fortemente uma etiologia neoplásica. A urgência da obstrução e a suspeita de malignidade indicam a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata após a confirmação radiológica da obstrução.
A obstrução intestinal aguda é uma emergência cirúrgica comum, caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal. Em pacientes de meia-idade com histórico familiar de câncer colorretal ou polipose, perda ponderal e sangramento retal, a etiologia neoplásica deve ser fortemente suspeitada. A apresentação clínica clássica inclui dor abdominal, distensão, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. O diagnóstico inicial de obstrução intestinal é frequentemente feito com radiografias simples de abdômen, que podem revelar distensão de alças e níveis hidroaéreos. No contexto de um paciente com sinais de alarme e um quadro agudo de obstrução, a tomografia computadorizada pode ser útil para localizar a obstrução e identificar a causa, mas a prioridade é a desobstrução. A conduta em casos de obstrução intestinal aguda completa, especialmente com suspeita de malignidade, é a laparotomia exploradora. Esta permite a identificação da causa, a desobstrução e, se possível, o tratamento definitivo da lesão obstrutiva, como a ressecção do tumor. A postergação da cirurgia em quadros obstrutivos completos pode levar a complicações graves como isquemia, necrose e perfuração intestinal.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, e ruídos hidroaéreos metálicos ao exame físico.
A laparotomia exploradora é indicada para desobstruir o intestino, identificar a causa da obstrução (especialmente se houver suspeita de malignidade ou complicações como isquemia/perfuração) e realizar o tratamento definitivo, que pode incluir ressecção do segmento afetado.
O RX simples de abdômen (em pé e deitado) é o exame inicial para confirmar a obstrução, mostrando níveis hidroaéreos e distensão de alças. A tomografia computadorizada pode ser útil para identificar a causa e o nível da obstrução, mas em casos de urgência com sinais de alarme, a cirurgia pode ser prioritária.
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