FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente, 45 anos, chega à emergência com queixa de dor abdominal difusa, vômitos e distensão abdominal. Ao exame físico, apresenta sensibilidade à palpação e ruídos hidroaéreos ausentes. A radiografia simples de abdome evidencia dilatação difusa de alças. Diante desses achados, qual o diagnóstico mais provável e conduta inicial apropriada?
Dor abdominal difusa + vômitos + distensão + ruídos hidroaéreos ausentes + alças dilatadas na RX → Obstrução intestinal; conduta inicial: SNG + TC.
A tríade de dor abdominal, vômitos e distensão, associada a ruídos hidroaéreos ausentes (sugerindo íleo paralítico ou obstrução avançada) e dilatação de alças na radiografia, é altamente sugestiva de obstrução intestinal. A conduta inicial inclui descompressão com sonda nasogástrica e avaliação por tomografia computadorizada para identificar a causa e o nível da obstrução.
A obstrução intestinal é uma condição comum e potencialmente grave que se enquadra no quadro de abdome agudo obstrutivo. Pode ser mecânica (causada por uma barreira física, como aderências, hérnias, tumores) ou funcional (íleo paralítico, sem barreira física). A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações como isquemia, necrose e perfuração intestinal, que aumentam significativamente a morbimortalidade. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal em cólica, distensão abdominal, vômitos e parada de eliminação de flatos e fezes. Ao exame físico, a distensão é proeminente e os ruídos hidroaéreos podem estar aumentados no início, tornando-se diminuídos ou ausentes em casos de íleo paralítico ou obstrução prolongada. A sensibilidade à palpação pode indicar irritação peritoneal ou isquemia. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem. A radiografia simples de abdome pode mostrar alças dilatadas e níveis hidroaéreos, mas a tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de escolha, pois oferece detalhes sobre a causa, localização e gravidade da obstrução, além de identificar complicações. A conduta inicial é de suporte, incluindo jejum, hidratação venosa, analgesia e descompressão com sonda nasogástrica. O tratamento definitivo pode ser clínico (em casos de íleo paralítico ou obstruções parciais) ou cirúrgico (para obstruções mecânicas completas ou complicadas).
Os principais sinais e sintomas incluem dor abdominal (geralmente em cólica), vômitos (que podem ser biliosos, fecaloideos ou alimentares), distensão abdominal e alteração do hábito intestinal (constipação ou parada de eliminação de flatos e fezes). Ao exame físico, pode haver sensibilidade à palpação e ruídos hidroaéreos alterados (hiperativos no início, ausentes em fases avançadas).
A radiografia simples de abdome é um exame inicial importante que pode evidenciar dilatação de alças intestinais (finas ou grossas), níveis hidroaéreos e, em alguns casos, a ausência de gás no cólon distal. Embora útil, a tomografia computadorizada é mais sensível e específica para determinar a causa e o nível da obstrução.
A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica, jejum oral, hidratação venosa, analgesia e descompressão do trato gastrointestinal com a passagem de uma sonda nasogástrica (SNG) para aliviar a distensão e os vômitos. Após a estabilização, a avaliação tomográfica com contraste é fundamental para confirmar o diagnóstico, identificar a etiologia e planejar o tratamento definitivo.
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