SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2015
Paciente de 68 anos, procura serviço de emergência hospitalar e relata ter constipação há meses. Refere que há 04 dias não evacua nem elimina gases e que há aproximadamente 20 horas iniciaram-se náuseas, vômitos e dores abdominais. Ao exame, abdome distendido e doloroso. O toque retal revela ausência de gás e fezes no reto. Ele nega doenças anteriores e uso de medicações. Nessa situação, qual a melhor conduta?
Idoso com constipação crônica + dor abdominal + vômitos + distensão + ausência de flatos/fezes → Obstrução intestinal. Iniciar hidratação e rotina radiológica.
O quadro clínico de constipação progressiva, dor abdominal, náuseas, vômitos e distensão abdominal em idoso sugere fortemente obstrução intestinal. A conduta inicial envolve estabilização do paciente (hidratação venosa) e confirmação diagnóstica por exames de imagem (rotina radiológica de abdome agudo).
A obstrução intestinal aguda é uma emergência cirúrgica comum, especialmente em pacientes idosos, e requer reconhecimento rápido e manejo adequado. A história clínica de constipação crônica seguida por dor abdominal progressiva, náuseas, vômitos e distensão abdominal, juntamente com a ausência de eliminação de flatos e fezes, é altamente sugestiva. A avaliação inicial deve focar na estabilização hemodinâmica do paciente, pois a desidratação e o desequilíbrio eletrolítico são comuns. Após a estabilização inicial com hidratação venosa, a prioridade é confirmar o diagnóstico e determinar a causa e o nível da obstrução. A rotina radiológica de abdome agudo, que inclui radiografias de abdome em decúbito e ortostase, e uma radiografia de tórax, é o exame de primeira linha. Essas imagens podem revelar alças intestinais dilatadas, níveis hidroaéreos e, em casos de perfuração, pneumoperitônio. A tomografia computadorizada (TC) de abdome é frequentemente o próximo passo para detalhar a causa e a presença de complicações. A conduta inicial, portanto, envolve hidratação venosa vigorosa para corrigir a depleção volêmica, analgesia para controle da dor e a solicitação imediata dos exames de imagem. A inserção de sonda nasogástrica para descompressão é frequentemente indicada, mas a colonoscopia não é a conduta inicial em um quadro agudo de obstrução, sendo mais apropriada após a estabilização e elucidação diagnóstica por imagem, ou em casos selecionados de descompressão. O encaminhamento direto ao centro cirúrgico sem uma avaliação diagnóstica completa é prematuro, a menos que haja sinais claros de peritonite ou isquemia.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, náuseas, vômitos (inicialmente alimentar, depois bilioso ou fecalóide), distensão abdominal e parada de eliminação de flatos e fezes.
A rotina radiológica (radiografias de abdome em pé e deitado, e tórax) é crucial para confirmar a obstrução, identificar o nível (delgado ou cólon) e buscar sinais de complicação, como pneumoperitônio.
Em idosos, as causas mais comuns incluem neoplasias colorretais, volvo de sigmoide, doença diverticular complicada, aderências pós-operatórias e hérnias encarceradas.
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