PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Paciente do sexo masculino, 38 anos, é atendido na UPA queixando-se de dor e distensão abdominal, com parada da eliminação de fezes há quatro dias e de gases há cerca de 24 horas. Relata ainda náuseas e hiporexia. História pregressa de cirurgia bariátrica há dois anos (IMC atual = 27Kg/m²) e apendicectomia há 22 anos. Abdome bem distendido, algo doloroso, mas sem irritação peritoneal. Toque retal mostrou esfíncter normotônico, com ausência de fezes e de sangue na ampola retal. A conduta propedêutica MAIS ADEQUADA para se iniciar a avaliação é solicitar:
Suspeita de obstrução intestinal (dor, distensão, obstipação, hx cirurgia) → Radiografia de abdome (em pé e deitada) é a conduta inicial.
Em um paciente com dor e distensão abdominal, parada de eliminação de fezes e gases, e histórico de cirurgias abdominais (fatores de risco para aderências), a suspeita de obstrução intestinal é alta. A radiografia de abdome (em decúbito e ortostase) é o exame de imagem inicial mais adequado para confirmar a suspeita e avaliar a presença de níveis hidroaéreos e distensão de alças.
A obstrução intestinal é uma condição comum e potencialmente grave que se enquadra no quadro de abdome agudo obstrutivo. É caracterizada pela interrupção do trânsito intestinal, seja por uma causa mecânica ou funcional. A epidemiologia mostra que aderências pós-cirúrgicas são a causa mais frequente de obstrução do intestino delgado, enquanto neoplasias são a principal causa de obstrução do intestino grosso. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações como isquemia, necrose e perfuração intestinal. A fisiopatologia envolve o acúmulo de líquidos e gases a montante da obstrução, levando à distensão abdominal, dor e vômitos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade clássica de dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal e parada de eliminação de fezes e gases. O exame físico pode revelar distensão, timpanismo e dor à palpação, mas a ausência de irritação peritoneal é comum nas fases iniciais. O histórico de cirurgias abdominais prévias, como apendicectomia ou cirurgia bariátrica, aumenta significativamente o risco de obstrução por aderências. A conduta propedêutica inicial mais adequada é a radiografia de abdome simples (em decúbito dorsal e ortostase). Este exame pode demonstrar níveis hidroaéreos, distensão de alças intestinais e, em alguns casos, o padrão 'pilha de moedas' ou 'sinal do colar de pérolas'. Embora a tomografia computadorizada seja mais sensível e específica para identificar a causa e o local da obstrução, a radiografia é o exame de triagem inicial devido à sua rapidez e disponibilidade. O tratamento inicial inclui descompressão nasogástrica, hidratação venosa e correção de distúrbios eletrolíticos, com a decisão por cirurgia dependendo da causa e da presença de sinais de isquemia.
Os principais sinais e sintomas incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de fezes e gases (obstipação). O histórico de cirurgias abdominais prévias é um fator de risco importante para aderências.
A radiografia de abdome (em decúbito e ortostase) é o exame inicial mais adequado porque é rápida, de baixo custo e pode revelar sinais clássicos de obstrução, como níveis hidroaéreos, distensão de alças intestinais e ausência de gás no cólon distal, orientando a conduta subsequente.
Em adultos, as causas mais comuns de obstrução intestinal são as aderências pós-cirúrgicas, hérnias encarceradas e neoplasias. Outras causas incluem volvo, intussuscepção e impactação fecal.
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