UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Um paciente de 30 anos é internado com distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes há 7 dias. Nega episódios anteriores parecidos, febre e emagrecimento, mas refere náuseas e vômitos. De histórico patológico pregresso, refere laparotomia devido acidente automobilístico.Quais achados radiográficos e a conduta imediata frente ao caso em questão?
Obstrução intestinal por brida (história cirúrgica prévia) → Níveis hidroaéreos, empilhamento de moedas, conduta inicial: SNG + hidratação IV.
Um paciente com história de cirurgia abdominal prévia e quadro de distensão abdominal, parada de eliminação de gases e fezes, náuseas e vômitos, sugere obstrução intestinal por brida. Os achados radiográficos clássicos são múltiplos níveis hidroaéreos e o sinal de 'empilhamento de moedas'. A conduta inicial é descompressão com sonda nasogástrica e hidratação venosa.
A obstrução intestinal é uma condição comum e potencialmente grave, caracterizada pela interrupção do trânsito do conteúdo intestinal. Em adultos, as bridas (aderências) pós-cirúrgicas são a causa mais frequente de obstrução do intestino delgado. É fundamental para o residente reconhecer os sinais e sintomas, como distensão abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes, especialmente em pacientes com histórico de cirurgia abdominal. A fisiopatologia envolve a formação de aderências fibrosas após trauma ou cirurgia, que podem aprisionar e ocluir alça intestinal. O diagnóstico é clínico e radiológico. A radiografia simples de abdome é o exame inicial, revelando distensão de alças, múltiplos níveis hidroaéreos e o sinal de 'empilhamento de moedas'. A tomografia computadorizada pode ser útil para identificar a causa e o ponto de obstrução, além de avaliar sinais de isquemia. A conduta inicial para obstrução intestinal por brida é geralmente conservadora, incluindo jejum, descompressão com sonda nasogástrica para aliviar a distensão e os vômitos, e hidratação intravenosa para corrigir distúrbios hidroeletrolíticos. A cirurgia é reservada para casos de falha do tratamento conservador ou sinais de complicações como estrangulamento ou isquemia intestinal, que são emergências cirúrgicas.
Os principais achados radiográficos em uma obstrução intestinal incluem distensão de alças intestinais (delgadas ou cólon), múltiplos níveis hidroaéreos em escada, e o sinal de 'empilhamento de moedas' (válvulas coniventes proeminentes nas alças delgadas). Pode haver ausência de gás no cólon distal.
A história de laparotomia prévia é crucial, pois as aderências (bridas) formadas após cirurgias abdominais são a causa mais comum de obstrução do intestino delgado em adultos. Isso direciona a hipótese diagnóstica e o plano de manejo.
A cirurgia é indicada se houver sinais de falha do tratamento conservador (persistência da obstrução, piora clínica), ou se houver sinais de complicação como isquemia intestinal, estrangulamento, perfuração ou peritonite. A maioria dos casos de obstrução por brida pode ser manejada inicialmente de forma conservadora.
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