UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Em caso de obstrução intestinal alta, a conduta inicial mais indicada é:
Obstrução intestinal → SNG + Hidratação venosa + Correção eletrolítica (Manejo Inicial).
O suporte clínico inicial com descompressão gástrica e reposição volêmica é mandatório para estabilizar o paciente antes de qualquer intervenção definitiva.
A obstrução intestinal alta caracteriza-se pela interrupção do fluxo luminal acima da válvula ileocecal. As causas mais comuns em adultos são bridas (aderências pós-operatórias), hérnias e neoplasias. O quadro clínico típico inclui dor abdominal em cólica, vômitos precoces e parada de eliminação de gases e fezes. O manejo inicial 'SNG + Hidratação' é o padrão-ouro. Em casos de bridas, esse tratamento conservador pode resolver o quadro em até 48-72 horas em cerca de 70-80% dos pacientes, evitando uma nova laparotomia que geraria mais aderências.
A sonda nasogástrica (SNG) tem função descompressiva. Ela remove o conteúdo gástrico e o ar deglutido, aliviando a distensão abdominal, reduzindo a dor, prevenindo vômitos e, crucialmente, diminuindo o risco de pneumonia por aspiração (Síndrome de Mendelson).
A obstrução intestinal alta frequentemente causa alcalose metabólica hipoclorêmica e hipocalêmica, devido à perda de suco gástrico rico em H+ e Cl- pelos vômitos ou sequestro para o terceiro espaço, exigindo reposição vigorosa de cristaloides.
A cirurgia de emergência está indicada quando há sinais de estrangulamento (sofrimento de alça), como dor desproporcional, febre, taquicardia, leucocitose, acidose lática ou sinais de irritação peritoneal (abdome agudo vascular ou perfurativo associado).
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