Obstrução Intestinal: Manejo Inicial e Suporte Essencial

HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 77 anos é internado com quadro de dor e distensão abdominal há 24 horas, com parada de eliminação de gases e fezes, associado a vômitos. A radiografia de abdome e a tomografia computadorizada de abdome mostram dilatação de alças de intestino delgado, níveis hidroaéreos, mas há ar em ampola retal e não há massas que pudessem sugerir neoplasia de cólon e reto. Quais as medidas mais apropriadas neste momento:

Alternativas

  1. A) Implantar cateter nasogástrico de grosso calibre, hidratação endovenosa associada à reposição eletrolítica e dieta oral zero (jejum).
  2. B) Uso de procinético ou anticolinesterásico.
  3. C) Dieta líquida e antieméticos (ondansetrona e metoclopramida).
  4. D) Nutrição parenteral e antibioticoterapia.

Pérola Clínica

Obstrução intestinal (sem massa): SNG + Hidratação EV + Jejum = Descompressão e suporte.

Resumo-Chave

Em casos de obstrução intestinal, mesmo que parcial ou funcional (como íleo adinâmico, sugerido pela presença de ar retal e ausência de massa), a descompressão gástrica com SNG, hidratação e jejum são medidas iniciais essenciais para estabilizar o paciente e prevenir complicações.

Contexto Educacional

A obstrução intestinal é uma condição comum e potencialmente grave, especialmente em pacientes idosos, que pode ser mecânica ou funcional (íleo paralítico/adinâmico). Os sintomas clássicos incluem dor abdominal, distensão, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. A avaliação inicial envolve história clínica, exame físico e exames de imagem como radiografia e tomografia computadorizada de abdome. No caso apresentado, a presença de dilatação de alças de intestino delgado, níveis hidroaéreos e ar na ampola retal, sem massas, sugere um quadro de íleo adinâmico ou uma obstrução parcial, e não uma obstrução mecânica completa. Independentemente da causa exata, as medidas iniciais de suporte são cruciais para estabilizar o paciente e prevenir complicações como desidratação, desequilíbrio eletrolítico e aspiração. As medidas mais apropriadas neste momento incluem a inserção de uma sonda nasogástrica de grosso calibre para descompressão gástrica e intestinal, hidratação endovenosa vigorosa para corrigir a desidratação e repor eletrólitos perdidos pelos vômitos e sequestro de fluidos, e manter o paciente em jejum oral (dieta zero). O uso de procinéticos ou dieta oral seria contraindicado nesta fase, e a nutrição parenteral e antibioticoterapia seriam consideradas em fases posteriores ou em casos específicos de complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de obstrução intestinal?

Os sintomas clássicos incluem dor abdominal tipo cólica, distensão abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes. A intensidade e a sequência podem variar dependendo do nível da obstrução.

Por que a descompressão com sonda nasogástrica é uma medida inicial importante na obstrução intestinal?

A sonda nasogástrica (SNG) permite a descompressão do trato gastrointestinal superior, aliviando a distensão abdominal, diminuindo as náuseas e vômitos, e reduzindo o risco de aspiração pulmonar, além de monitorar o débito.

Como diferenciar um íleo paralítico de uma obstrução mecânica completa?

O íleo paralítico, ou adinâmico, é caracterizado pela ausência de peristaltismo, mas sem um bloqueio físico. Radiologicamente, pode haver dilatação de alças e níveis hidroaéreos, mas a presença de ar na ampola retal sugere que não há obstrução completa. A ausência de massa ou ponto de transição na TC também ajuda a diferenciar.

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